O aposentado José Augusto Belumat, de 80 anos, foi o primeiro paciente no Espírito Santo a receber o menor marca-passo do mundo, em um procedimento realizado em um hospital de Colatina. O dispositivo, com apenas 2 gramas e do tamanho de um comprimido, representa um avanço significativo na medicina cardiovascular e possibilita que o coração bata na frequência correta de forma segura e minimamente invasiva.
Ao contrário dos modelos tradicionais, este marca-passo inovador dispensa cabos-eletrodos e é implantado por meio de um acesso venoso, via punção da veia femoral. Pequenos ganchos na estrutura, semelhantes a uma âncora, fixam o dispositivo ao músculo cardíaco, onde ele pode permanecer por até 12 anos — duração estimada de sua bateria.
“É igual a uma pilha que acoplamos via catéter e fixamos no músculo do coração. Não há eletrodos, nem cicatrizes. É o menor marca-passo do mundo e chegou ao Brasil em 2021. Um dispositivo extremamente pequeno, seguro e eficiente para o paciente”, explicou o cardiologista Dalton Hespanhol do Amaral, responsável pela cirurgia.
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José Augusto Belumat, o primeiro paciente no Espírito Santo a receber o menor marca-passo do mundo
O dispositivo combina um gerador alimentado por uma bateria de lítio e um microprocessador que monitora constantemente os batimentos cardíacos, identificando anormalidades e corrigindo-as. A ausência de cabos condutores elimina o risco de infecções graves, comuns nos marca-passos tradicionais, além de garantir maior conforto e segurança ao paciente.
A inovação permite que o procedimento seja realizado sem cortes no tórax, evitando cicatrizes, protuberâncias sob a pele e outras complicações. “Sem a existência de eletrodos, reduzimos as chances de infecção, hematomas e restrições pós-implante. O paciente tem alta no dia seguinte e pode levar uma vida completamente normal, incluindo a prática de atividades físicas”, destacou o médico.
Cirurgia pioneira
Este foi o 95º procedimento deste tipo realizado no Brasil desde 2021, quando a tecnologia chegou ao país. O avanço reforça o desenvolvimento da medicina no Espírito Santo, que agora se posiciona entre os estados brasileiros aptos a realizar implantes deste porte.
O caso de José Augusto Belumat ilustra como a evolução tecnológica na medicina pode transformar vidas, oferecendo soluções inovadoras e menos invasivas para condições que antes exigiam procedimentos complexos e de maior risco.















