A Delegacia de São Domingos do Norte realizou uma importante operação nesta terça-feira (26), para prender o mandante do crime que vitimou Manuel Alves Ribeiro, conhecido como Manelão, em julho de 2023. O caso, que gerou grande comoção em São Domingos do Norte, pode culminar em penas superiores a 40 anos de reclusão para os envolvidos, caso sejam condenados.
O crime
Segundo a investigação, Manelão estava em uma festa de aniversário que reuniu poderosos de São Domingos do Norte, no dia 29 de julho de 2023. O assassino chegou, fingiu ser convidado, esperou Manelão entregar a criança que ele segurava no colo, e o matou a tiros. A prefeita de São Domingos do Norte, Ana Malacarne, revelou em 31 de julho de 2023, que estava na festa, e saiu do evento cerca de cinco minutos antes do crime. Segundo ela, ao chegar em casa, recebeu uma ligação reportando o crime.
Investigação inicial: executores identificados e presos
Na primeira fase da investigação, foram identificados e presos seis suspeitos, cada um com participações específicas no crime:
J. dos S. F. F. (30 anos): preso no estado da Paraíba;
G. N. P. (30 anos): preso em São Domingos do Norte;
E. F. dos S. (23 anos): preso em São Domingos do Norte;
D. de O. L. (33 anos): preso em Serra, ES;
E. dos S. de O. (24 anos): preso em São Domingos do Norte;
R. P. de S. (32 anos): preso em Colatina, ES.
Todos seguem detidos e à disposição do Poder Judiciário.
Novas prisões e descobertas
Com o avanço das investigações, mais dois suspeitos foram presos:
M. U. V. (43 anos): capturado em Feira de Santana, BA;
L. C. C. (46 anos): apontado como mandante do crime, foi preso em São Gabriel da Palha, ES.
Organização criminosa desmantelada
Durante o trabalho investigativo, foi revelada a existência de uma organização criminosa, supostamente envolvida em diversos homicídios e outras atividades ilícitas na região Noroeste do Espírito Santo. Os dados coletados permitirão a deflagração de novas investigações, ampliando o combate ao crime organizado em diversas cidades.
Consequências legais
Caso condenados, os envolvidos podem enfrentar penas severas, ultrapassando 40 anos de reclusão.














