A Polícia Federal (PF) realizou, nesta terça-feira (10), uma operação que cumpriu 18 mandados de busca e apreensão como parte de uma investigação sobre desvios de recursos públicos na Prefeitura de São Mateus. Batizada de “Fun House”, a operação apura fraudes em licitações que beneficiaram empresários específicos. Durante a ação, um dos alvos foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
As investigações apontam para um esquema de direcionamento de processos licitatórios que favoreceu empresas cujos nomes não foram divulgados, mas que, juntas, venceram cerca de 250 licitações, somando contratos superiores a R$ 5 milhões. Entre os investigados estão dois alvos residentes em Pedro Canário.
De acordo com a PF, o objetivo é reunir provas da relação entre os empresários e servidores públicos municipais, além de mensurar os prejuízos causados aos cofres públicos. A movimentação financeira intensa entre os investigados, incluindo servidores e familiares, indica possíveis pagamentos de propinas em contrapartida pelas contratações.
A 3ª Vara Criminal de São Mateus determinou o bloqueio de valores em contas bancárias dos investigados, até o limite dos contratos fraudados, para garantir o ressarcimento ao erário. Além disso, foram apreendidos sete veículos e valores financeiros.
As ações contaram com a participação de 50 agentes da Polícia Federal e o apoio da Controladoria Geral da União (CGU), que auxiliou na análise dos contratos públicos.
Penas previstas
Caso sejam confirmadas as acusações, os investigados podem enfrentar penas que variam de 4 a 8 anos de prisão por fraudes em licitações, de 2 a 12 anos por peculato e de 2 a 10 anos por lavagem de dinheiro. O alvo preso em flagrante por posse ilegal de arma pode pegar até 3 anos de reclusão.
Os fatos apurados serão encaminhados à Justiça, que decidirá os próximos passos do caso.














