O locutor Roque Saldanha foi preso na tarde desta sexta-feira (20/12) em Colatina, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Saldanha está sendo encaminhado para a realização de exames de corpo de delito e deverá passar por audiência de custódia neste sábado (21/12).
A prisão está relacionada à participação de Saldanha nos atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro de 2022. O radialista foi acusado de tentativa de golpe de estado e de incitação a atos violentos contra o Estado Democrático de Direito e ministros do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em janeiro de 2023, ele foi preso pela primeira vez, mas posteriormente liberado sob uso de tornozeleira eletrônica em 24 de janeiro do mesmo ano.
A nova ordem de prisão foi emitida após a divulgação de um vídeo nas redes sociais em que Saldanha aparece com a tornozeleira eletrônica quebrada. No mesmo vídeo, o locutor provoca diretamente o ministro Alexandre de Moraes, dizendo que ele “deveria enfiar a tornozeleira no c*” e afirmando que Moraes “não é homem”.
Embora o processo esteja sob segredo de Justiça, investigações conduzidas pelo portal Metrópoles revelaram que o mandado de prisão foi expedido no último dia 25 de novembro, antes mesmo da publicação do vídeo.
SIGA O INSTAGRAM DO PORTAL DE NOTÍCIAS ES FALA: @esfalaoficial

Histórico de acusações
Morador de Governador Valadares, em Minas Gerais, Saldanha foi acusado de usar suas redes sociais para incentivar atos violentos contra ministros e fomentar ataques ao sistema democrático. A primeira prisão ocorreu como parte das ações de responsabilização pelos atos golpistas de 8 de janeiro, mas ele foi liberado com a imposição de medidas restritivas.
Com a reincidência em atos de desobediência judicial e as provocações diretas, o STF optou por endurecer as medidas contra Saldanha. A ordem de prisão também reforça a atuação do Supremo em coibir ataques contra as instituições democráticas e seus representantes.
Próximos passos
Saldanha permanece sob custódia e aguarda a audiência que definirá os desdobramentos legais do caso. O desfecho poderá incluir penas mais severas, dado o histórico de violações das condições impostas pela Justiça.














