Homem é condenado a 34 anos de prisão por manter sobrinha de Rio Bananal em cárcere privado por quase uma década

A Justiça condenou, nesta quinta-feira (19), um homem que sequestrou e manteve a própria sobrinha em cárcere privado por quase 10 anos. A sentença, divulgada nesta sexta-feira (20), determina 34 anos e 9 meses de prisão em regime fechado, além de um ano de detenção e 165 dias-multa. O condenado, que já estava preso preventivamente desde outubro deste ano, não poderá recorrer em liberdade.

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Além da pena de prisão, o homem foi condenado a pagar R$ 150 mil como reparo pelos danos causados à vítima. Ele foi responsabilizado por uma série de crimes, incluindo estupro, sequestro, cárcere privado, falsificação de documento e posse irregular de arma, todos agravados por serem cometidos de forma continuada.

Histórico do caso

A vítima, atualmente com 25 anos, havia desaparecido em 2015, quando era adolescente e morava em Rio Bananal, no Norte do Espírito Santo. Durante quase uma década, ela foi mantida em cativeiro pelo tio, que a levou inicialmente para Teixeira de Freitas, na Bahia, e posteriormente para outras cidades, incluindo Vitória e Jucuruçu, também na Bahia.

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Em setembro deste ano, a jovem conseguiu entrar em contato com a família através de uma rede social após receber um celular do sequestrador. Ao pedir ajuda, a família acionou o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) e a Polícia Civil, que realizaram uma operação conjunta para resgatá-la. Durante o resgate, o homem conseguiu fugir, mas deixou evidências incriminadoras no local, como armas de fogo, munições e documentos falsos.

A jovem relatou que durante todo o tempo foi submetida a abusos físicos e psicológicos. Ela não tinha permissão para sair desacompanhada e era constantemente ameaçada. O tio afirmava que, caso tentasse fugir, ele mataria toda a família dela. A jovem também revelou que teve um filho durante o período de cárcere, que faleceu ainda recém-nascido.

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Após a fuga para diferentes cidades, o homem manteve o controle sobre a vítima, impedindo-a de estudar ou criar laços sociais. A coragem de entrar em contato com a família pelo celular foi o passo crucial para sua libertação.

Operação de resgate

A operação para libertar a jovem aconteceu entre os dias 19 e 20 de setembro. A Polícia Civil, acompanhada do pai da vítima, conseguiu localizar o cativeiro em Jucuruçu. Apesar de o acusado ter fugido para uma região de mata fechada, os agentes encontraram três armas de fogo, incluindo um revólver calibre 38, munições e outros materiais.

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