O grupo Petrocity anunciou a construção de uma usina termelétrica em São Mateus, no Norte do Espírito Santo, com um investimento de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 6,1 bilhões). O projeto, além de impulsionar a economia local, deve criar pelo menos 3 mil empregos diretos durante a fase de obras.
A usina será erguida no Centro Portuário São Mateus, localizado em Urussuquara, e terá uma capacidade de geração de 1,84 gigawatts. O empreendimento incluirá um terminal para recebimento e regaseificação de gás natural liquefeito (GNL), conforme informou Ronaldo Badin, presidente da Petrocity Energia.
“Participaremos do leilão de potências ou backup do governo federal, previsto para 2025. Nesse caso, a usina atuará como apoio em situações de necessidade. Se houver um leilão de energia, também poderemos participar para entregar energia diretamente”, explicou Badin.
Segundo o presidente, o projeto é uma parceria entre a Petrocity Portos e a BD Energética, do Grupo Badin, e terá impacto positivo em todo o Espírito Santo, especialmente nas regiões Norte, Noroeste e no Sul da Bahia. “A usina trará estabilidade e beneficiará toda a cadeia logística, incluindo os portos do Estado”, destacou.
O empreendimento conta com o apoio de uma petroleira parceira, que não teve o nome revelado. As duas empresas dividirão a propriedade da usina, sendo que a parceira deterá 100% do terminal de gás.
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O grupo Petrocity anunciou a construção de uma usina termelétrica em São Mateus.
A construção foi viabilizada com a aprovação de incentivos fiscais pelo governo estadual. O projeto aprovado pela Assembleia Legislativa concede tratamento tributário diferenciado a empresas que apresentarem projetos de geração termelétrica até 2032 no âmbito do Leilão de Reserva de Capacidade do Ministério de Minas e Energia (MME).
Badin também enfatizou que a demanda por mão de obra local será priorizada. “No médio prazo, podemos enfrentar escassez de profissionais devido à magnitude do projeto”, afirmou.
O subsecretário de Desenvolvimento Regional, Celso Guerra, destacou que o Espírito Santo enfrenta um déficit de 30% na oferta de energia e que o projeto da usina é uma oportunidade de atrair mais investimentos.
“Esses projetos demandarão milhares de empregos diretos e indiretos, gerando impacto significativo na economia de São Mateus durante os próximos anos. A usina também ajudará na diversificação da matriz energética do Estado”, afirmou Guerra.
A expectativa é que o leilão promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2025 seja um marco para o setor energético do Estado, consolidando São Mateus como polo estratégico na produção de energia e atração de novos negócios.














