Internas participam de aula prática de costura em unidade prisional de Colatina

A capacitação profissional é um dos pilares do Programa de Ressocialização da Secretaria da Justiça (Sejus). Em parceria com o Programa Federal Mulheres Mil, o curso de Confeccionador de Lingerie e Moda Praia oferece uma nova oportunidade para 20 internas do Centro Prisional Feminino de Colatina (CPFCOL). Após um breve recesso, as aulas práticas foram retomadas nesta segunda-feira (6), com atividades realizadas na fábrica de costura instalada na unidade prisional.

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O curso, que teve início em outubro do ano passado, possui uma carga horária de 160 horas e ensina desde técnicas de costura, modelagem, corte de tecidos e moldes até a operação de máquinas industriais. Além disso, conteúdos sobre mercado de trabalho e empreendedorismo fazem parte da formação, preparando as alunas para oportunidades fora do cárcere.

A fábrica de costura do CPFCOL, onde as aulas práticas são realizadas, já se consolidou como um espaço produtivo. Nela, são confeccionadas peças íntimas que compõem o uniforme da população prisional, totalizando cerca de 200 mil peças anuais, entre cuecas, calcinhas e tops femininos. Essa estrutura permite que as internas coloquem em prática o que aprendem em sala de aula, desenvolvendo habilidades dentro de padrões técnicos, segurança do trabalho e controle de qualidade.

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A capacitação profissional é um dos pilares do Programa de Ressocialização da Secretaria da Justiça (Sejus).

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“O curso desenvolve habilidades básicas de costura, capacitando as internas para atuar na indústria do vestuário, especificamente no segmento de lingerie e moda praia. É uma formação completa que alia teoria e prática, garantindo uma qualificação alinhada às exigências do mercado,” explica Ana Caroliny Lopes, supervisora do Programa Mulheres Mil nos polos de Colatina e São Mateus.

O subsecretário de Estado da Ressocialização, Marcelo Gouvêa, ressaltou a importância do curso para a reintegração social das internas.
“Essa capacitação atende a uma alta demanda de mercado e oferece às internas uma oportunidade de aprendizado e qualificação. Em Colatina, onde o segmento de confecção é muito forte, essa formação abre portas para novas oportunidades fora do cárcere. O trabalho e a educação têm o poder de transformar vidas, e iniciativas como o Mulheres Mil são essenciais para promover essas mudanças,” destacou Gouvêa.

O Pronatec Mulheres Mil busca garantir o acesso de mulheres em situação de vulnerabilidade social à educação profissional e tecnológica. Destinado a mulheres a partir dos 16 anos, em condições de pobreza ou com baixa escolaridade, o programa vai além da formação técnica, promovendo o empoderamento feminino e a superação de situações de violência e exclusão.

Por meio de uma abordagem que considera as vivências das participantes, o Mulheres Mil capacita as alunas a transformar suas realidades, promovendo não apenas habilidades técnicas, mas também a autonomia e o fortalecimento pessoal.

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