As altas temperaturas que vêm sendo sentidas em cidades como Colatina, Linhares e outras localidades das regiões Norte e Noroeste do Espírito Santo devem persistir nos próximos dias. A ausência de chuvas e a presença de uma massa de ar seco têm intensificado a sensação de calor, especialmente para aqueles que realizam atividades ao ar livre ou não têm acesso a ventiladores e ar-condicionado.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início do ano tem mostrado um verão mais intenso do que o esperado. O meteorologista Heráclio Alves explica que a onda de calor é causada por uma massa de ar seco que atua como um bloqueio, impedindo a chegada de frentes frias e a formação de nuvens que poderiam trazer alívio por meio de chuvas.
“Não há expectativa de mudança significativa até o dia 30 de janeiro. O tempo deve permanecer aberto, com temperaturas elevadas e sem chuvas expressivas,” detalhou Heráclio Alves.
O especialista também destacou que, embora as altas temperaturas não sejam exclusivas do Espírito Santo, o estado está enfrentando índices acima da média para o período, assim como partes da Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Heráclio Alves ressaltou que a temperatura medida oficialmente em cidades capixabas pode não refletir o calor sentido pela população, uma vez que a sensação térmica é influenciada por diversos fatores, como:
- Temperatura: Locais com mais de 30°C são naturalmente mais desconfortáveis.
- Circulação de vento: Ventos ajudam a dissipar o calor do corpo, amenizando a sensação de “caldeirão”.
- Umidade do ar: Altos índices de umidade dificultam a evaporação do suor, aumentando a sensação de calor.
Além disso, elementos como asfalto e a falta de arborização nas cidades agravam a sensação térmica, principalmente em áreas urbanas densamente povoadas.
Apesar de o verão ser conhecido por suas temperaturas altas, ele também é marcado por mudanças rápidas no clima e períodos de chuva. No entanto, até o momento, essas condições têm sido raras no Espírito Santo em 2025.














