Reginaldo Ludgero da Silva será julgado no dia 7 de fevereiro, às 9h, no Tribunal do Júri de São Gabriel da Palha, pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe e ocultação de cadáver. Ele é acusado de matar o melhor amigo, Adair José da Silva, de 44 anos, e concretar o corpo na parede da residência da vítima.
Adair desapareceu em novembro de 2016, e o caso permaneceu sem solução até janeiro de 2020, quando denúncias anônimas levaram a Polícia Civil a encontrar uma ossada concretada na parede da casa onde ele morava. A perícia confirmou, em abril de 2020, que os restos mortais eram de Adair.
Segundo o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), Reginaldo, que era amigo próximo da vítima, teria cometido o crime com a intenção de se apropriar do imóvel. Após o assassinato, ele concretou o corpo na parede e continuou vivendo na residência como se nada tivesse acontecido.
Linha do tempo do caso
- Novembro de 2016: Adair José da Silva desaparece. Dias depois, a família registra o desaparecimento. Reginaldo Ludgero da Silva apresenta um recibo alegando ter comprado a casa da vítima e afirma que Adair teria se mudado para outro estado.
- Final de 2019: Denúncias anônimas informam que o corpo de Adair estava concretado na parede da casa.
- 16 de janeiro de 2020: A Polícia Civil, com autorização judicial, realiza buscas na residência. Após escavações, os restos mortais de Adair são encontrados concretados na área de serviço. Reginaldo é preso no mesmo dia.
- 9 de abril de 2020: Exames da Polícia Científica confirmam que a ossada encontrada era de Adair José da Silva.
A investigação apontou que Reginaldo comprou o imóvel da vítima poucos dias após seu desaparecimento. No entanto, não foram encontradas movimentações bancárias ou registros de atividades de Adair desde então. Durante as buscas, Reginaldo negou qualquer envolvimento com o desaparecimento ou o corpo na parede, mas as evidências encontradas no local o colocaram como principal suspeito.
No dia 7 de fevereiro, o Tribunal do Júri decidirá o destino de Reginaldo Ludgero da Silva, que será julgado pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.















