O Ministério dos Transportes anunciou nesta terça-feira (30) que o edital para o leilão da concessão da BR-101, no trecho que corta o Espírito Santo e parte da Bahia, será publicado ainda em janeiro, com o leilão previsto para maio de 2025. A concessão, que faz parte de um pacote de 15 leilões de rodovias previstos para o próximo ano, busca melhorar a infraestrutura e a gestão dessa importante via de ligação regional.
O projeto, que visa a otimização do contrato da Eco101, deve atrair novos investimentos para o trecho, com melhorias esperadas na trafegabilidade e na segurança para os motoristas. A concessão da BR-101 é um dos destaques da nova carteira de projetos do Ministério dos Transportes, que prevê um total de R$ 161 bilhões em investimentos para modernizar 8,4 mil quilômetros de estradas em todas as regiões do Brasil.
BR-262 e BR-259 ficam de fora do plano
Embora o leilão da BR-101 no Espírito Santo tenha sido incluído no pacote, outras rodovias importantes para o estado ficaram de fora neste momento. A BR-262, no trecho capixaba, e a BR-259, ambas consideradas gargalos logísticos para o setor produtivo, não estão contempladas na carteira de projetos de 2025.
No caso da BR-262, o trecho que estará em leilão refere-se apenas à chamada Rota da Celulose, no Mato Grosso do Sul, entre Três Lagoas e Campo Grande, com previsão de edital ainda em janeiro e leilão em maio.
O primeiro leilão da nova carteira será realizado no dia 27 de fevereiro e contemplará um trecho da BR-364, entre Porto Velho (RO) e Vilhena (RO), com 686,7 quilômetros. Esse segmento faz parte da Rota Agro Norte e é estratégico para o escoamento de produtos agrícolas.
O ministro dos Transportes, Renan Filho, destacou a relevância dos leilões para a melhoria da infraestrutura brasileira, reforçando que o modelo de concessões permitirá avanços com menor impacto fiscal.
“Essa carteira que estamos apresentando confirma que o país tem condições de, no ambiente da infraestrutura rodoviária, avançar cada vez mais com menos esforço do erário, mais sustentabilidade e melhor infraestrutura para a economia crescer como um todo”, afirmou o ministro.















