Pesquisa revela crescimento evangélico e impacto eleitoral no Espírito Santo

Um estudo da Mar Asset Management, intitulado “Vai na fé! O impacto eleitoral do crescimento dos evangélicos”, aponta um avanço significativo da população evangélica no Brasil e seus reflexos diretos na política e nas eleições. O Espírito Santo se destaca nesse cenário, figurando entre os estados com maior percentual de fiéis.

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Atualmente, 47% da população capixaba se declara evangélica, colocando o estado entre os quatro com maior presença do segmento religioso. De acordo com a pesquisa, a projeção para 2026 indica que o Espírito Santo terá 52% da população composta por evangélicos, tornando-se oficialmente um estado de maioria evangélica. Outros estados que seguirão essa tendência são Rondônia (58%), Amazonas (58%), Amapá (53%) e Acre (51%).

O levantamento também aponta que, até 2026, 35,8% dos brasileiros serão evangélicos. O crescimento tem sido constante em todas as regiões do país, sem retrocessos desde 2010. As regiões com maior concentração do segmento serão:

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  • Norte: 48%
  • Centro-Oeste: 43%
  • Sudeste: 38%
  • Sul: 31%
  • Nordeste: 29%

A região Sudeste, onde está o Espírito Santo, também segue essa tendência, com crescimento expressivo da população evangélica nos últimos anos.

O aumento da presença evangélica reflete-se também na abertura de novos templos. Nos últimos dez anos, o número de igrejas evangélicas no Brasil dobrou, chegando a mais de 140 mil templos em 2023. Em média, 5 mil novas igrejas são inauguradas anualmente, e a expectativa é que esse número continue crescendo até 2026.

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Impacto político no Espírito Santo e no Brasil

O crescimento evangélico tem alterado o cenário eleitoral brasileiro, influenciando eleitores e candidatos. O segmento, majoritariamente conservador, tende a apoiar pautas ligadas a valores morais e costumes.

De acordo com Raphael Santos, economista que participou do estudo, “os evangélicos votam alinhados com pautas conservadoras e ligadas a costumes. Esses eleitores não querem optar por candidatos que defendem, por exemplo, o aborto”.

O estudo também apontou uma tendência crescente entre os evangélicos de avaliarem positivamente o governo Bolsonaro e de forma negativa o governo Lula. Desde 2018, essa diferença tem se refletido nas eleições, consolidando o segmento evangélico como um dos mais influentes no cenário político nacional e estadual.

Com a projeção de que mais da metade da população do Espírito Santo será evangélica em 2026, a tendência é que essa influência política continue crescendo, moldando as futuras disputas eleitorais no estado e no Brasil.

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