Mais de R$ 100 mil: jovem furtava empresa em Linhares para financiar vício em apostas online

A Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil do Espírito Santo, com apoio de policiais da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Linhares, prendeu em flagrante, na manhã desta terça-feira (18), um jovem de 19 anos suspeito de desviar mais de R$ 100 mil da empresa onde trabalhava. O funcionário foi detido no momento em que realizava um novo desvio de dinheiro e confessou ter utilizado os valores em apostas online.

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Segundo o delegado Fabrício Lucindo, chefe da 16ª Delegacia Regional de Linhares, as investigações começaram após outros funcionários da empresa desconfiarem dos desvios e acionarem a Polícia Civil. “Durante o monitoramento, os policiais constataram que o suspeito continuava desviando dinheiro e realizaram a abordagem no momento em que ele praticava o crime novamente. Surpreendido pela equipe, ele confessou que utilizava os valores para realizar apostas em um jogo online conhecido como ‘Tigrinho'”, afirmou o delegado.

O jovem foi encaminhado para a 16ª Delegacia Regional de Linhares, onde foi autuado em flagrante por furto qualificado. Posteriormente, ele foi transferido para a Penitenciária Regional de Linhares, onde permanecerá à disposição da Justiça.

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Jovem desvia de empresa mais de R$ 100 mil para jogos online/Redes Sociais

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Vício em apostas preocupa autoridades

No fim de setembro, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, alertou que é necessário tratar esse tipo de dependência com a mesma seriedade que o tabagismo.

“É uma pandemia”, afirmou a ministra ao destacar a importância da regulação das apostas online. A declaração foi feita durante o lançamento da Campanha Nacional de Incentivo à Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes pelo Ministério da Saúde.

A ministra enfatizou a necessidade de medidas mais rigorosas para coibir os impactos do vício em apostas, incluindo restrições na publicidade. “É muito importante a regulação, olhar para a publicidade e tratar esse problema com a mesma gravidade com que o Brasil tratou o tabaco”, afirmou.

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