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Histórico de violência e negligência marcam o ambiente que antecedeu a morte de bebê de 1 ano e 10 meses em Colatina

Se confirmado pelos exames periciais, o caso de Maria Isis Vieira de Amorim, de apenas 1 ano e 10 meses, pode se tornar um dos crimes mais brutais da história de Colatina. A tragédia da criança, que faleceu na última quinta-feira (12) com sinais de maus-tratos, ganha contornos ainda mais sombrios quando analisado o contexto […]

Por ES Fala
· 3 min de leitura Atualizado · 7 comentários
Histórico de violência e negligência marcam o ambiente que antecedeu a morte de bebê de 1 ano e 10 meses em Colatina

Se confirmado pelos exames periciais, o caso de Maria Isis Vieira de Amorim, de apenas 1 ano e 10 meses, pode se tornar um dos crimes mais brutais da história de Colatina. A tragédia da criança, que faleceu na última quinta-feira (12) com sinais de maus-tratos, ganha contornos ainda mais sombrios quando analisado o contexto de sua curta vida marcada por negligência, violência doméstica e um ambiente familiar instável.

Moradores dos bairros Vicente Soella e Ayrton Senna, que conheciam a família, relataram à nossa reportagem que a menina vivia em um ambiente de brigas constantes, consumo de álcool e, possivelmente, de substâncias ilícitas.

A mãe de Maria Isis, Juliele Carla Amorim, e sua companheira, Millena Carla Andrade, acumulam histórico de confusões e episódios violentos. No dia 8 de janeiro deste ano, a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de violência doméstica envolvendo as duas. A confusão aconteceu no bairro Vicente Soella, e Juliele, que havia saído recentemente da cadeia com base na Lei Maria da Penha, não foi presa novamente, pois se evadiu do local.

De acordo com o registro policial, Millena foi agredida fisicamente e verbalmente por Juliele, que a acusava de traição. O conflito evoluiu para agressão corporal antes da chegada da PM, mas Juliele conseguiu fugir e tomou rumo desconhecido.

A instabilidade na vida de Juliele não é recente. Em 2018, ela protagonizou um caso que chamou a atenção da da nossa reportagem. Na época, tendo um bebê de apenas quatro meses, Juliele procurou uma pessoa, entregou a criança e informou que estava deixando Colatina para morar em Vitória. Posteriormente, desapareceu sem dar explicações. A pessoa que recebeu o bebê notificou a Polícia Civil sobre o abandono.

A dor prolongada de Maria Isis

O sofrimento de Maria Isis pode ter sido ainda maior do que se imaginava. Segundo informações coletadas, a madrasta levou a menina ao hospital desacordada e alegou que os ferimentos haviam ocorrido no dia anterior, na quarta-feira (12). Isso indica que a criança passou mais de 24 horas sofrendo dores intensas antes de receber qualquer tipo de atendimento médico.

A menina apresentava fraturas no crânio e no úmero direito, lesões que causam dor intensa e limitação de movimentos. Seu corpo também apresentava hematomas e outras escoriações, o que reforça as suspeitas de agressões recorrentes.

Um crime anunciado?

O caso de Maria Isis expõe uma realidade cruel e repetitiva: a violência e o descaso já faziam parte do ambiente onde ela crescia. Para especialistas, situações como essa raramente acontecem de forma isolada, sendo resultado de um histórico de negligência e violência que, em muitos casos, poderiam ser prevenidos.

“Tudo na vida é um processo. Para acontecer algo terrível como esse, com certeza outras coisas terríveis aconteceram antes para construir um presente tão doloroso”, relatou uma fonte entrevistada.

A investigação segue em andamento e exames periciais serão decisivos para confirmar as responsabilidades no caso. Enquanto isso, a morte brutal de uma criança tão pequena impulsiona revolta e questionamentos sobre falhas no sistema de proteção infantil.

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7 comentários

  1. Paulo Rodrigues dos Santos Junior

    Pena máxima para as duas a justiça dos homens podem até falhar mas a justiça divina é certa e pagaram por tudo que fizeram acessa criança

  2. Antônio

    Senário de uma cidade abandonada pela justiça está tomada pelo crime Colatina terra sem lei

  3. Vania Bellato Franco

    Porque depois que acontece, as autoridades sabiam tudo que iria acontecer porém nada é feito para evitar?Melhor discutir as causas que a prevenção?
    Incontáveis casais querendo adotar uma criança para cuidar ,amar e a burocracia é tamanha que a espera se arrasta anos na Justiça e muitos acabam desistindo.
    Algumas leis são vergonhosas e acabam colocando muitas crianças inocentes em situação de risco como esse anjo entregue ao abandono,tortura e sofrimento.
    Que a justiça seja feita para que a morte da pequena Maria.Isis não caia no esquecimento.

    1. Juca Chaves

      Concordo contigo plenamente, muitos casais tentam adotar, tem todas as condições mas a buRROcracia é tanta que muitos desistem mesmo antes de começar o processo de adoção. Conheço casal que passou por isso.

  4. CLODOALDO TOREZANI

    Antigamente, essas notícias eram vistas somente na TV em grandes cidades. Nunca achei que isso iria acontecer em nossas cidades, hj Colatina se torna palco de grandes tragédias .
    Infelizmente essas situações são cd vez mais recorrentes, isso porque a justiça. Do Brasil é tolerante, quem faz as leis e quem julga são bantantes injusto com a justiça.
    STF é uma vergonha, e o congresso da nojo!!!

  5. Simone Gomes

    Hoje vc não pode contar com o Conselho tutelar não tá eles só vem quando não precisa mais e melhor chamar a polícia

  6. Lucas

    Os vizinhos não viram oque estava acontecendo? Não ouviram? A família dessas mulheres não sabiam oque estava acontecendo? O pai dessa criança e a família dele não sabia oque estava acontecendo?

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