O Produto Interno Bruto (PIB) do Espírito Santo registrou crescimento de 2,6% em 2024, mantendo a sequência de avanço pelo segundo ano consecutivo. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos setores de comércio e serviços, que apresentaram expansões de 2% e 6,2%, respectivamente. No entanto, o resultado poderia ter sido melhor, caso não houvesse uma retração na indústria extrativa, conforme apontado pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) nesta sexta-feira (14).
Embora positivo, o crescimento de 2,6% ficou abaixo do avanço registrado em 2023, que foi de 5,7%, representando uma queda de 3,1 pontos percentuais em relação ao período anterior. Além disso, o desempenho capixaba também ficou aquém da média nacional, que teve crescimento de 3,4% segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Evolução trimestral do PIB do Espírito Santo em 2024
- 1º trimestre: 3,4% (Brasil: 2,6%)
- 2º trimestre: 3,3% (Brasil: 3,0%)
- 3º trimestre: 3,0% (Brasil: 3,3%)
- 4º trimestre: 2,6% (Brasil: 3,4%)
O recuo de −0,9% no último trimestre do ano contrastou com os desempenhos positivos dos trimestres anteriores, sendo influenciado principalmente pela queda de 3,1% na indústria extrativa, apesar do crescimento de 1,3% na indústria de transformação.
Segundo o presidente do IJSN, Pablo Lira, a retração na indústria extrativa foi impactada pelo setor de petróleo e gás, mas a perspectiva é de recuperação. “Hoje temos unidades produtivas em estágios avançados de maturidade e expansão da produção que podem contribuir para a retomada do setor em breve”, destacou.
O PIB capixaba acumulou R$ 206,2 bilhões ao longo de 2024, reflexo dos investimentos e da diversificação da base produtiva do estado. O presidente do Sindicato do Comércio de Exportação e Importação do Espírito Santo (Sindiex), Sidemar Acosta, destacou a importância da infraestrutura capixaba para o crescimento econômico: “Temos grandes transportadores e mais de 3 milhões de metros quadrados de armazéns operando, tornando o estado um polo estratégico para distribuição em todo o Brasil”.
O diretor-presidente do IJSN, Pablo Lira, também ressaltou que a economia capixaba tem se tornado cada vez mais diversificada, com setores fortes em mineração, metalurgia, papel e celulose e rochas ornamentais, além do agronegócio, que teve destaque com o setor cafeeiro e a pecuária.
Outro fator que impulsionou a economia foi a melhoria na logística de transportes de pessoas e cargas, com intervenções que tornaram o Estado mais competitivo.
Apesar dos desafios no setor industrial, o desempenho do Espírito Santo em 2024 reforça a consolidação do estado como um dos principais motores econômicos do Brasil, com perspectivas positivas para os próximos anos.














