Um estudo conduzido pelo Instituto Últimos Refúgios revelou imagens inéditas de animais ameaçados de extinção na região do Corredor de Biodiversidade de Aracruz, no Norte do Espírito Santo. Os registros, divulgados nesta terça-feira (18), foram feitos durante um projeto de mapeamento ambiental em uma área verde do Serviço Social do Comércio (Sesc) de Praia Formosa.
Entre as imagens captadas, um dos destaques é um macaco carregando seu filhote nas costas, além da presença do guaiamum, um caranguejo azul considerado espécie ameaçada. O estudo identificou uma grande diversidade de fauna, reforçando a importância da preservação do local.
Segundo o Instituto Últimos Refúgios, os registros foram feitos entre o final de janeiro e o início de fevereiro. O objetivo do estudo é identificar e catalogar espécies raras e ameaçadas, ajudando a mapear as áreas mais ricas em biodiversidade no município.
Para Mônica Velasques, diretora de Hospitalidade, Turismo e Lazer do Sesc, a pesquisa representa um avanço para a educação ambiental e o desenvolvimento sustentável da região.
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Últimos Refúgios revela imagens inéditas
“Poder dialogar com um instituto reconhecido internacionalmente e especializado na biodiversidade onde nossas unidades estão inseridas é uma oportunidade valiosa. Isso não apenas fortalece a preservação ambiental, mas também fomenta o turismo sustentável e a conscientização ecológica entre nossos visitantes”, afirmou.
Já o fotógrafo de natureza e secretário-geral do Instituto Últimos Refúgios, Leonardo Merçon, destacou a importância da área do Sesc de Praia Formosa dentro do Corredor de Biodiversidade de Aracruz.
“Identificamos essa área verde como um dos lugares mais ricos em biodiversidade de Aracruz. Por isso, consideramos essencial incluí-la no estudo que estamos realizando em parceria com a prefeitura”, explicou Merçon.
O Corredor de Biodiversidade de Aracruz é uma iniciativa voltada para a proteção e recuperação dos ecossistemas locais, conectando fragmentos florestais e permitindo a circulação segura da fauna silvestre. O estudo realizado pelo Instituto Últimos Refúgios pode embasar novas estratégias de conservação ambiental, fortalecendo políticas públicas voltadas à proteção da natureza e promovendo o ecoturismo na região.
Com a revelação de espécies ameaçadas na área do Sesc de Praia Formosa, a pesquisa reforça a necessidade de medidas urgentes para a preservação dos habitats naturais, garantindo que essas espécies continuem a existir nas florestas capixabas.














