Agora

Atenção, moradores do Norte e Noroeste do ES: nova norma libera prescrição de medicamentos em farmácias

Uma nova resolução publicada no Diário Oficial da União nesta semana reacendeu um antigo embate entre farmacêuticos e médicos no Brasil. A partir de abril, farmacêuticos estarão autorizados a prescrever determinados medicamentos, ampliar sua atuação clínica e participar mais ativamente do cuidado ao paciente. A medida, no entanto, gerou forte reação por parte do Conselho […]

Por ES Fala
· 3 min de leitura Atualizado · 2 comentários
Atenção, moradores do Norte e Noroeste do ES: nova norma libera prescrição de medicamentos em farmácias

Uma nova resolução publicada no Diário Oficial da União nesta semana reacendeu um antigo embate entre farmacêuticos e médicos no Brasil. A partir de abril, farmacêuticos estarão autorizados a prescrever determinados medicamentos, ampliar sua atuação clínica e participar mais ativamente do cuidado ao paciente. A medida, no entanto, gerou forte reação por parte do Conselho Federal de Medicina (CFM), que entrou com ação na Justiça para barrar a decisão.

A mudança é regulamentada pela Resolução nº 5/2025 do Conselho Federal de Farmácia (CFF), que organiza e detalha as diretrizes da chamada prescrição farmacêutica — direito adquirido pela categoria há mais de uma década e respaldado pela Lei Federal nº 13.021/2014. O CFF ressalta que os profissionais da área já atuam nesse campo há anos, mas agora terão seus limites e responsabilidades mais claramente estabelecidos em protocolos clínicos baseados em evidências científicas.

De acordo com o CFF, os farmacêuticos poderão prescrever medicamentos isentos de prescrição médica (os chamados MIPs) e medicamentos de tarja vermelha — aqueles que exigem receita simples e não ficam retidos na farmácia. Entre eles estão antibióticos como amoxicilina e azitromicina, anti-inflamatórios mais potentes, antidepressivos e medicamentos para pressão arterial.

Medicamentos de tarja preta, no entanto, continuam sob exclusividade médica. Estes incluem ansiolíticos como diazepam, sedativos, antipsicóticos e estimulantes, cuja venda requer receita especial controlada.

Além da prescrição, os farmacêuticos passam a poder renovar receitas de outros profissionais legalmente habilitados, realizar consultas farmacêuticas, interpretar exames laboratoriais relacionados à farmacoterapia e monitorar a eficácia dos tratamentos, sempre dentro dos protocolos estabelecidos.

Conselho de Farmácia defende avanço no cuidado ao paciente

Em nota, o Conselho Federal de Farmácia destacou que a nova resolução não invade a área de atuação de outras profissões, mas organiza e fortalece a contribuição do farmacêutico na equipe multiprofissional. “O papel do farmacêutico é garantir que o uso de medicamentos seja seguro, eficaz e apropriado. O paciente só tem a ganhar com isso”, afirma o órgão.

A nota ainda ressalta que o atendimento farmacêutico tem objetivos distintos das consultas médicas e que a colaboração entre profissionais é essencial para um cuidado em saúde mais eficaz.

Conselhos de Medicina reagem e apontam risco à saúde pública

O Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) se posicionaram contrários à resolução, classificando-a como “absurda” e um “atentado à saúde da população brasileira”. Para os conselhos médicos, a norma fere a Lei do Ato Médico (Lei nº 12.842/2013) e amplia de forma indevida as atribuições dos farmacêuticos.

O CFM ingressou com uma ação na Justiça Federal para tentar impedir que a resolução entre em vigor em abril. Segundo o órgão, a medida representa risco à saúde da sociedade, por permitir que profissionais sem formação médica façam atividades que, na visão do conselho, devem ser restritas a médicos

O JOGO

A resolução reflete um movimento global de valorização do papel clínico do farmacêutico, com foco na racionalização do uso de medicamentos e na ampliação do acesso ao cuidado. No entanto, o debate sobre competências profissionais e os limites legais da atuação de cada categoria promete seguir acalorado nos próximos meses.

Enquanto isso, farmacêuticos aguardam a consolidação das novas regras para ampliar sua atuação, e médicos seguem mobilizados na tentativa de revogá-las judicialmente. No centro da disputa, está o paciente — que poderá ser diretamente impactado pela forma como o tema será conduzido pelas autoridades de saúde e pela Justiça.

Compartilhe esta notícia

2 comentários

  1. Paulo César Scardua

    Muito importante para a população, o farmacêutico tem todas as competências para prescrição, pois detém a farmacologia e é o profissional que estuda e cria os medicamentos, assim sendo é no mínimo correto a decisão de ampliar a prescrição farmacêutica. Quem vai ganhar é a população!!! Com certeza

  2. Gorete

    Eu também concordo os farmacêutico tem estes direito bom pra população que não tem dinheiro pra pagar uma consulta os médicos não querem porque eles vão perder paciente este é ó problema deles vai mexer com ó boucho deles tem muito farmacêutico que cuidar melhor que muitos médicos

Deixe seu comentário

Os comentários passam por moderação antes de aparecer.

Mais em Saúde

As notícias da semana no seu e-mail

Todo fim de semana, o resumo do que mais importou em Colatina, no Noroeste e no Espírito Santo. Grátis, e dá para sair quando quiser.