MP pede arquivamento de caso de atropelamento com vítima fatal no Centro de Colatina. Perícia aponta que motorista agiu dentro da lei
O Ministério Público pediu o arquivamento do caso do atropelamento de um casal ocorrido no Centro de Colatina, após laudo pericial concluir que o motorista envolvido no acidente não teve culpa. O caso aconteceu por volta das 11h20 da manhã de um sábado, em dezembro de 2023, nas proximidades do Camelódromo, em frente à Praça […]

O Ministério Público pediu o arquivamento do caso do atropelamento de um casal ocorrido no Centro de Colatina, após laudo pericial concluir que o motorista envolvido no acidente não teve culpa. O caso aconteceu por volta das 11h20 da manhã de um sábado, em dezembro de 2023, nas proximidades do Camelódromo, em frente à Praça Municipal, e ganhou grande repercussão na cidade.
Na ocasião, uma caminhonete Hilux, conduzida por um idoso, atropelou um casal que atravessava a rua em direção a uma farmácia localizada do outro lado da via. O impacto deixou as vítimas feridas, sendo que o homem sofreu lesões graves na cabeça, teve uma parada respiratória e posteriormente morreu no hospital. Ambos foram socorridos por equipes do Samu, cujo atendimento foi alvo de críticas por suposta demora no local.
O caso foi inicialmente tratado com versões divergentes. Testemunhas afirmaram que o casal atravessava fora da faixa de pedestres e com o sinal aberto para veículos. Um taxista, que atua no ponto próximo à praça, disse que os pedestres seguiam em diagonal, o que teria surpreendido o motorista. Já outra testemunha afirmou que o casal estava sobre a faixa e foi arremessado pelo impacto.
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O atropelamento ocorreu em dezembro de 2023/leitor
Com base nas análises técnicas, a perícia concluiu que o veículo trafegava a uma velocidade média de 39,4 km/h, considerada compatível com o trecho urbano. Além disso, foi confirmado que o semáforo estava aberto para os veículos no momento do acidente.
Diante dos dados, o Ministério Público solicitou o arquivamento do inquérito, por entender que não houve conduta imprudente por parte do motorista. O órgão considerou que a velocidade estava dentro dos limites permitidos e que o sinal de trânsito dava a ele o direito de passagem.
Apesar disso, a Polícia Civil havia se posicionado anteriormente afirmando que, mesmo com o sinal aberto, o pedestre deveria ter a preferência, por ser considerado a parte mais vulnerável no trânsito. A investigação também levou em conta relatos de distração por parte das vítimas ao atravessarem a via.
Com a decisão do Ministério Público, o condutor da caminhonete poderá ser isentado de responsabilidade criminal pelo acidente.
4 comentários
- Adimar Rodrigues
Se a família recorrer ganha na segunda e terceira estância visível que estavam na faixa e se o veículo estava na velocidade indicada por que não freou será que estava distraído com alguma coisa não sei mas o pedestre na faixa tem preferência ou não estou sem entender e olha que sou motorista.a família tem que recorrer desta decisão
- Jocimar da Silva
Infelizmente Colatina é a falta de educação total tanto de pedestre quanto dos motoristas deveria ser feito uma campanha tipo Brasília pessoa chegar e dar sinal de vida na faixa de pedestre esperar os carros pararem né quantas vezes a gente desce da ponte o sinal está aberto para os carros e os pedestres entram na frente
- Mauro
Decisão sensata, “NA FAIXA SEM SEMÁFORO, O PEDESTRE TEM PREFERÊNCIA E NÃO PRIORIDADE, NA FAIXA COM SEMÁFORO CADA UM TEM SUA PRIORIDADE DE ACORDO COM O MOMENTO DO SEMÁFORO”, impossível e insano com semáforo no verde o condutor frear bruscamente por um pedestre desatento que desrespeitou o semáforo VERMELHO, podendo causar um acidente com o veículo que vem atrás.
- Luis Carlos da penha
Eu acho, que a velocidade da camionete estava, um pouco acima pra uma passagem sobre uma faixa pedestre, no entanto, que levou a óbito a vida de um cidadão e feriu uma senhora, pois se estivesse a 20 Km não mataria só seriam feridos




