Mesmo com proibição, carretas carregadas usam Ponte do Irajá durante a madrugada; estrutura foi feita para suportar somente até 15 toneladas

Desde que a Ponte Fontenelle, na BR-259, foi interditada para reparos estruturais, o tráfego de veículos pesados tem sido redirecionado por rotas alternativas, ocasionando impactos no trânsito urbano de Colatina. Uma das principais preocupações é a Ponte Agostinho Galdino Breda, popularmente chamada de Ponte do Irajá, cuja estrutura não foi projetada para suportar o peso de carretas e caminhões de grande porte.

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A via, que liga o distrito de Itapina ao bairro Luiz Iglesias, tornou-se a rota preferencial para muitos motoristas de veículos de carga que buscam uma alternativa entre Colatina e Baixo Guandu, apesar de várias intervenções da Guarda Municipal. Com isso, o volume de caminhões circulando por bairros residenciais aumentou consideravelmente — e com ele, os riscos.

Denúncias apontaram que carretas carregadas estariam trafegando livremente pela Ponte do Irajá, desrespeitando a sinalização de proibição instalada pelo setor de Trânsito da Prefeitura de Colatina. A Guarda Municipal passou a posicionar equipes na esquina da rua Leonel Ferreira, bairro Adélia Giuberti, com o objetivo de barrar a passagem de veículos pesados em direção ao bairro Marista, onde está localizada a ponte.

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A intervenção surtiu efeito durante o dia, mas a fiscalização se limita até a meia-noite. Após esse horário, a única barreira à circulação de carretas é uma placa indicativa — o que não tem sido suficiente para impedir o tráfego irregular de alguns caminhoneiros. Moradores relatam que, mesmo cientes da proibição, alguns caminhoneiros insistem em atravessar a ponte durante a madrugada, colocando em risco a estrutura da construção.

Projetada para suportar apenas veículos leves, ônibus urbanos e caminhões toco de até 15 toneladas, a Ponte do Irajá, durante a madrugada, serve de passagem para carretas carregadas com granito e outros tipos de carga pesada, que podem chegar a pesar até 45 toneladas. A situação preocupa os moradores, que temem pela integridade da ponte e pela segurança de quem circula na região.

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