Com colheita prestes a começar, café reforça papel econômico em Colatina e Marilândia

A tradicional colheita do café conilon está prestes a começar nos municípios de Colatina e Marilândia, dois importantes polos da cafeicultura capixaba. Com lavouras preparadas e produtores mobilizados, a expectativa é de mais uma safra forte, que deverá impulsionar a economia local e movimentar milhares de empregos diretos e indiretos nas duas cidades.

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Com início previsto para meados de maio, o período da colheita coincide com o auge da maturação dos frutos, fator essencial para garantir a qualidade do grão. A escolha desta época do ano também permite uma melhor organização logística e aproveitamento da mão de obra — um ponto sensível, especialmente em regiões que ainda enfrentam desafios com a escassez de trabalhadores rurais.

Em Colatina, a cafeicultura representa uma das principais bases da economia agrícola, com destaque para as pequenas e médias propriedades. O município se consolida como referência na produção de café conilon, contribuindo de forma importante para a geração de renda no meio rural. Além disso, a presença de estruturas de beneficiamento e comércio de café reforça o papel do setor na dinâmica econômica regional.

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Em alguns locais de Colatina e Marilândia já iniciaram a colheita/Redes sociais

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Já em Marilândia, a cafeicultura ganha destaque também no campo da inovação. A cidade abriga a Fazenda Experimental do Incaper de Marilândia (FEM), que atua no desenvolvimento de tecnologias voltadas à produção de conilon, sendo uma referência nacional. O trabalho realizado na unidade tem beneficiado diretamente os produtores da região, com inovações em manejo, produtividade e qualidade do grão.

Juntas, Colatina e Marilândia expressam com força a importância da cadeia do café no Espírito Santo, estado responsável por cerca de 37% do PIB agrícola capixaba gerado pela atividade cafeeira.

Com a aproximação da colheita, a busca por trabalhadores temporários aumenta, mas também cresce o uso da mecanização, uma alternativa para enfrentar a escassez de mão de obra e garantir maior eficiência. O mercado de máquinas agrícolas, inclusive, vem em ritmo de crescimento no estado, como reflexo direto dessa necessidade.

Programas de capacitação de trabalhadores rurais também estão em destaque. Iniciativas como o Programa de Desenvolvimento Sustentável da Cafeicultura têm promovido o treinamento de produtores e equipes técnicas em práticas modernas e sustentáveis, como o uso correto de insumos, irrigação e conservação do solo.

Expectativa de crescimento na produção

A projeção para a safra 2025 é otimista. Segundo dados da Conab, o Espírito Santo deverá produzir 15,1 milhões de sacas de café — um crescimento estimado em 9% em relação à safra anterior. O café conilon, mais adaptado ao clima da região, será novamente o protagonista desse avanço.

A produção prevista reforça o protagonismo das lavouras de Colatina e Marilândia, que seguem firmes como motores da economia rural capixaba. Com as colheitadeiras ajustadas, os armazéns preparados e o mercado atento, tudo está pronto para mais uma safra que promete bons frutos — dentro e fora das lavouras.

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