Um adolescente em surto provocou momentos de tensão na manhã desta segunda-feira (14) no bairro São Judas Tadeu, em Colatina. O jovem, que segundo moradores da região é usuário de drogas e já possui histórico de infrações, causou problemas ao se despir completamente e entrar na frente de um ônibus da linha São Judas Tadeu x Centro, colocando em risco a própria vida e a dos passageiros.
Testemunhas relataram que o comportamento do adolescente já vinha apresentando sinais de desequilíbrio desde o dia anterior. Na tarde de domingo, ele foi visto andando pelas ruas com um galo nas mãos, conversando com o animal de maneira alterada e, em seguida, passando a maltratá-lo, o que gerou a reação de moradores que tentaram intervir.
De acordo com informações apuradas pelo Portal ES FALA, ele também foi apontado como autor de um ataque com estilete dentro da escola Cléres Martins Moreira, o que causou preocupação entre alunos e educadores à época.
Na ação desta segunda-feira, além de se despir e correr pela via, o jovem interrompeu o trânsito e assustou passageiros, forçando o motorista do coletivo a parar bruscamente. Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados por populares e rapidamente estiveram no local.
O adolescente foi contido e encaminhado ao hospital para avaliação médica e atendimento psiquiátrico. Até o momento, não há informações oficiais sobre seu estado de saúde ou se ele permanecerá internado para tratamento.
Como agir ao presenciar um surto psicológico
Mantenha a calma e não se aproxime de forma brusca
- Pessoas em surto podem estar confusas, assustadas ou agressivas. Aproximar-se de forma precipitada pode ser interpretado como ameaça.
Acione imediatamente os serviços de emergência
- Polícia Militar (190) — para garantir a segurança de todos no local, inclusive da própria pessoa em surto.
- SAMU (192) — para avaliação médica e condução ao hospital, especialmente se houver risco de ferimentos ou uso de substâncias.
Evite aglomeração ou filmagens desnecessárias
- Além de gerar constrangimento e piorar a crise, a exposição de imagens pode violar o direito à privacidade e agravar o sofrimento da pessoa.
Se precisar dialogar, use tom calmo e não faça ameaças
- Tente manter contato visual com cautela e use frases simples, como:
“Você precisa de ajuda? Posso chamar alguém para te atender.”
Se for familiar ou vizinho, busque ajuda profissional após o episódio
- A crise é um sinal de que algo mais profundo está ocorrendo. Procure o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) da sua cidade ou a assistência social do município.
Disque 100 – para denúncias de violação de direitos humanos
Polícia Militar – 190
SAMU – 192















