A Prefeitura de Colatina anunciou, por meio de uma nota oficial divulgada ontem (14), que o tradicional Fenaviola — Festival Nacional de Viola — não terá caráter competitivo em 2025. A notícia não foi bem aceita, especialmente para os moradores do distrito de Itapina, onde o evento se consolidou como tradição desde sua primeira edição em 2007.
Realizado anualmente durante o feriado de Corpus Christi, o festival sempre foi um dos momentos mais esperados no calendário cultural do município, reunindo violeiros de todo o país e promovendo a arte regional em um palco de destaque. A retirada do aspecto competitivo, segundo moradores e artistas, descaracteriza o evento e representa um retrocesso na valorização da cultura local.
Em nota enviada à redação do ES FALA, a Prefeitura limitou-se a informar inicialmente:
“A Prefeitura de Colatina esclarece que, este ano, os tradicionais Fenaviola e FestCol acontecerão sem caráter competitivo com uma agenda especial incluindo a valorização de artistas regionais e atrações nacionais.”
A nota gerou mais dúvidas do que respostas. Questionada pela equipe do ES FALA sobre os motivos da decisão em retirar a competição, a Secretaria de Comunicação do município enviou outra nota como complemento:
“A Prefeitura de Colatina informa que um novo formato está sendo estudado pela atual gestão para fortalecer o Festival Nacional de Viola Caipira de Itapina (FenaViola), ampliando sua relevância cultural e a participação do público. A proposta é que em 2026 o festival retorne com caráter competitivo e novidades na estrutura e na programação. Importante destacar também que, por questões de prazo e do tempo hábil necessário para a realização de todo o fluxograma técnico e organizacional de um festival competitivo, a organização deste ano será exclusivamente voltada para atrações musicais e apresentações culturais.”
A população, especialmente os residentes de Itapina, demonstrou insatisfação nas redes sociais e em grupos de aplicativos. Para muitos, o festival deixou de ser apenas um evento: tornou-se símbolo de identidade e resistência cultural.
“É mais do que uma competição, é o que faz Itapina pulsar nesse período. Tirar isso é como apagar parte da nossa história”, lamentou um morador.
Sem a tradicional disputa entre violeiros, o que resta agora é a expectativa sobre como será a “agenda especial” anunciada pela Prefeitura.














