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Prefeitura de Colatina promove capacitação sobre assédio para secretários — tema essencial, mas que não deveria mais ser necessário em 2025

Em um cenário ideal, secretários municipais e superintendentes já deveriam estar plenamente conscientes de seu papel na promoção de ambientes de trabalho seguros, éticos e livres de qualquer forma de assédio. Mas, em 2025, a Prefeitura de Colatina ainda se vê na necessidade de promover uma capacitação com o tema “Gestão Integrada de Riscos Ocupacionais: […]

Por ES Fala
· 2 min de leitura Atualizado · Sem comentários
Prefeitura de Colatina promove capacitação sobre assédio para secretários — tema essencial, mas que não deveria mais ser necessário em 2025

Em um cenário ideal, secretários municipais e superintendentes já deveriam estar plenamente conscientes de seu papel na promoção de ambientes de trabalho seguros, éticos e livres de qualquer forma de assédio. Mas, em 2025, a Prefeitura de Colatina ainda se vê na necessidade de promover uma capacitação com o tema “Gestão Integrada de Riscos Ocupacionais: Assédio Moral e Sexual”, voltada justamente para os principais gestores da administração pública.

O seminário será realizado no dia 29 de abril, das 8h às 12h, sob organização da Secretaria Municipal de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas (SEGEDP). O foco será orientar os servidores de alto escalão sobre os impactos da nova NR-01 e, principalmente, reforçar o papel das lideranças na prevenção de riscos psicossociais no ambiente institucional.

Embora o tema seja de suma importância — e não haja dúvida quanto à necessidade constante de combate ao assédio —, é inegável o desconforto que essa iniciativa acende. A capacitação ocorre em meio a apurações sigilosas envolvendo supostos casos de assédio sexual na atual gestão, com processos que correm em segredo de justiça. A relação entre os fatos levanta a pergunta que muitos evitam fazer: por que gestores públicos ainda precisam ser “ensinados” a respeitar seus subordinados?

Ao invés de partir da prevenção e da consolidação de uma cultura de respeito, o poder público acaba agindo na reação — e, muitas vezes, após os danos estarem feitos. É justamente isso que torna o seminário necessário e, ao mesmo tempo, lamentavelmente simbólico.

Se há algo que 2025 já deveria ter deixado no passado, é a cultura do assédio institucional e a complacência com condutas abusivas dentro do serviço público. Que o evento não seja apenas um treinamento burocrático, mas um divisor de águas que exponha, responsabilize e transforme.

Porque nenhuma liderança pública deveria precisar de uma cartilha para saber o que é respeito.

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