Domingo de Páscoa reúne fiéis na Catedral de Colatina e marca encerramento da Quaresma e da Campanha da Fraternidade 2025

Neste Domingo de Páscoa (20), a Catedral de Colatina, vive um dos momentos mais significativos do calendário litúrgico cristão: a celebração da Ressurreição de Jesus Cristo. A programação especial marca o encerramento dos 40 dias da Quaresma e também da Campanha da Fraternidade 2025, que mobilizou a comunidade católica ao longo do período com reflexões, orações e ações de fé.

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A tradicional Missa da Ressurreição, celebrada às 5h da manhã, reuniu fiéis de todas as comunidades da cidade e foi presidida pelo bispo diocesano Dom Lauro Sérgio Versiani Barbosa. A celebração ao nascer do sol simboliza a vitória da luz sobre as trevas e é uma das mais emblemáticas do ano litúrgico.

Para quem não pôde participar da primeira missa do dia, ainda haverá a Missa do Entardecer, marcada para as 19h, também na Catedral. A celebração será presidida pelo Padre Irineu e trará a espiritualidade de Emaús, que remete ao reencontro dos discípulos com Cristo ressuscitado no caminho de volta para casa.

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A expectativa da Diocese de Colatina é de que fiéis de diferentes bairros e comunidades compareçam, reforçando a força da fé católica na região Noroeste do Espírito Santo. Para a Igreja, o Domingo de Páscoa não representa apenas o fim de um ciclo litúrgico, mas o renascimento da esperança, da fraternidade e do compromisso cristão com a vida e o próximo.

A IMPORTÂNCIA DA RELIGIOSIDADE

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Em um mundo marcado por transformações aceleradas, incertezas sociais e pressões cotidianas, a religiosidade continua a exercer um papel essencial na vida de milhões de pessoas. Mais do que um conjunto de ritos ou crenças, ela representa um ponto de equilíbrio emocional, espiritual e comunitário, especialmente em tempos de crise e de busca por sentido.

A religiosidade — que pode ser vivida tanto individualmente quanto em comunidade — oferece acolhimento, identidade e direção. Para muitos, é através da fé que se encontra força para enfrentar desafios, superar perdas e renovar esperanças. É também um elo poderoso que conecta o ser humano a valores maiores como o amor, o perdão, a solidariedade e o respeito à vida.

No contexto das cidades do interior, como Colatina e outras do Norte e Noroeste capixaba, a prática religiosa ainda ocupa espaços fundamentais na rotina social, promovendo encontros, fortalecendo laços e orientando ações de caridade, justiça e fraternidade. As igrejas, por exemplo, são mais do que templos de oração: são espaços de acolhida, educação e construção comunitária.

A religiosidade também tem o poder de provocar transformações interiores. Ela convida à introspecção, à revisão de atitudes e à prática do bem. E, mais do que dogmas ou tradições, ela se revela em gestos concretos: no cuidado com o outro, na escuta atenta, na paciência com o diferente e na luta por um mundo mais justo.

Num tempo em que tantas vozes competem por atenção, a espiritualidade continua sendo aquela que fala baixo, mas toca fundo. E, por isso mesmo, permanece atual, necessária e viva.

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