A cena tem se repetido nas calçadas e vias do Centro de Colatina: pessoas em situação de rua, visivelmente doentes, vagando pelas ruas, dormindo em frente a lojas e, em casos extremos, defecando em espaços públicos, inclusive no meio da rua. O que para alguns é invisível, para comerciantes e moradores é motivo de indignação, diante do que consideram um cenário de falta de ação efetiva do poder público.
De acordo com relatos enviados à reportagem, a situação tem afetado diretamente a rotina de alguns comércios e gerado insegurança, especialmente mulheres, idosos e crianças. “As pessoas evitam até passar por algumas ruas. Tem gente fazendo necessidades em frente a portas de loja. É desumano para eles e inconveniente para quem trabalha aqui todos os dias”, afirmou um comerciante da rua Expedicionário Abílio dos Santos.
“Essas pessoas precisam de ajuda médica, precisam de abrigo, não de indiferença”, afirmou um comerciante da Rua Expedicionário Abílio dos Santos.
No momento da conversa com a nossa reportagem, o mesmo comerciante da Rua Expedicionário Abílio dos Santos, que passa todos os dias pelas proximidades da Praça Municipal de Colatina, também chamou atenção para o cenário de abandono do local. “Lá virou ponto de brigas, consumo de álcool e até drogas. Já não dá mais para passar por dentro da praça com tranquilidade durante o dia — e à noite, então, nem se pensa”, alertou.
Resposta da Secretaria de Assistência Social
A Secretaria Municipal de Assistência Social de Colatina informa que, desde janeiro de 2025, vem acompanhando de forma contínua e responsável um caso de alta complexidade envolvendo a pessoa em situação de vulnerabilidade social e com diagnóstico de transtorno mental grave.
Respeitando a legislação vigente, em especial a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), não serão divulgadas informações pessoais, clínicas ou familiares da pessoa atendida.
Desde o primeiro registro de ocorrência, foram mobilizadas diversas frentes de atuação intersetorial, envolvendo a rede de saúde mental, os serviços especializados da Assistência Social e o apoio de instituições hospitalares e de acolhimento. Ao longo dos últimos três meses, foram realizadas múltiplas tentativas de acolhimento e tratamento, incluindo internações hospitalares e abordagens sociais nas ruas e nos locais de possível permanência.
O caso segue sendo tratado com prioridade pela equipe técnica da Secretaria, que atua dentro dos limites legais e operacionais, buscando sempre garantir o direito à saúde, à dignidade e à proteção integral da pessoa envolvida.
Ressaltamos que todas as medidas possíveis vêm sendo tomadas de forma articulada com a Secretaria Municipal de Saúde, o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), o Centro Pop e outras instituições da rede socioassistencial.
Reiteramos nosso compromisso com o cuidado e a atenção às pessoas em situação de vulnerabilidade, e seguimos atuando incansavelmente para garantir que este e outros casos semelhantes sejam conduzidos com humanidade, responsabilidade e respeito aos direitos humanos.















