A quinta-feira (1º) será marcada pelo feriado nacional do Dia do Trabalho, e para quem planeja descansar, viajar ou simplesmente resolver pendências, é importante ficar atento ao que estará funcionando — e, principalmente, ao que não estará.
Repartições públicas
As repartições públicas não terão expediente nesta quinta-feira. Contudo, os serviços considerados essenciais seguem funcionando normalmente, como os setores de segurança pública, atendimento emergencial na área da saúde, limpeza urbana e demais equipes que atuam em regime de plantão.
Bancos
As agências bancárias estarão fechadas para atendimento presencial ao público. A recomendação para quem precisar realizar operações é utilizar os caixas eletrônicos ou canais digitais, como aplicativos e internet banking.
Supermercados
De acordo com a Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), todos os supermercados do Espírito Santo estarão proibidos de funcionar no dia 1º de maio. Por isso, os consumidores devem se programar para realizar suas compras antecipadamente.
Comércio lojista
As lojas do comércio varejista também não funcionarão no feriado. A legislação trabalhista não permite a convocação de empregados para o trabalho nesse dia, o que garante o fechamento total do setor.
Farmácias
O funcionamento das farmácias vai depender da escala de cada estabelecimento. Algumas unidades operam em regime de plantão e permanecerão abertas durante o feriado. Já as farmácias 24 horas seguirão funcionando normalmente, garantindo o acesso a medicamentos e produtos de saúde.
SOBRE 1º DE MAIO
Nesta quinta-feira, 1º de maio, o Brasil celebra o Dia do Trabalho, uma data marcada por reflexões sobre conquistas históricas da classe trabalhadora, desafios enfrentados no mercado de trabalho e a luta contínua por melhores condições, salários justos e dignidade profissional.
O feriado, instituído oficialmente no Brasil em 1925 por decreto do então presidente Artur Bernardes, homenageia os trabalhadores e remete a uma série de lutas sindicais que ocorreram no final do século XIX, especialmente nos Estados Unidos. Uma das mais emblemáticas foi a greve geral em Chicago, em 1886, que exigia a adoção da jornada de oito horas de trabalho diário — pauta que até hoje inspira movimentos em todo o mundo.
No Brasil, o 1º de Maio também foi palco de anúncios importantes ao longo da história, como a criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), promulgada por Getúlio Vargas em 1943, marco legal que organizou os direitos trabalhistas no país.
Atualmente, o Dia do Trabalho é tanto um momento de descanso quanto de mobilização. Sindicatos e movimentos sociais costumam realizar atos públicos, passeatas e eventos culturais para cobrar avanços em pautas como valorização do salário mínimo, combate ao desemprego, informalidade e precarização das relações de trabalho, além da promoção da saúde mental no ambiente profissional.
Com o avanço da tecnologia, a pandemia e as mudanças nas formas de contratação, os trabalhadores brasileiros convivem com novos desafios: aumento do trabalho remoto, maior cobrança por produtividade, flexibilização das leis trabalhistas e a crescente necessidade de qualificação para se manter competitivo.
Em meio às mudanças no mundo do trabalho, o feriado do 1º de maio se mantém como uma data de resistência e memória — um dia não apenas para descansar, mas também para lembrar que os direitos garantidos hoje são fruto de muitas lutas no passado.














