Polícia Militar presta últimas homenagens ao veterano mais antigo do Espírito Santo, Jorge Angélico Nolasco, em Barra de São Francisco

A manhã do último domingo (4) foi marcada por emoção e respeito em Barra de São Francisco, no Norte do Espírito Santo. O 11º Batalhão da Polícia Militar realizou o cortejo e a cerimônia fúnebre em homenagem ao veterano Jorge Angélico Nolasco, reconhecido como o policial militar mais antigo do Estado, falecido no sábado (3), aos 103 anos.

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A cerimônia de despedida contou com a presença de familiares, amigos, militares da ativa e da reserva, além de moradores da comunidade local. Em clima solene, o cortejo contou com viaturas da Polícia Militar e um caminhão do Corpo de Bombeiros, acompanhados por diversas pessoas a pé e em veículos.

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Cidade presta homenagem/Redes sociais

Nolasco faria 104 anos no próximo 12 de julho e deixa um legado de bravura, compromisso com a segurança pública e profundo amor pelo Espírito Santo. Em nota oficial, a Polícia Militar do ES (PMES) manifestou pesar:

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“A PMES se solidariza com os familiares, amigos e irmãos de farda, expressando seus mais sinceros sentimentos e gratidão por todo o legado deixado. Que sua memória seja sempre lembrada com respeito, orgulho e admiração.”

Nas redes sociais, colegas de farda descreveram Nolasco como um símbolo de coragem e disciplina, relembrando sua trajetória e importância histórica para a corporação e para o Estado.

Uma vida dedicada à segurança e à história capixaba

Jorge Angélico Nolasco ingressou na Polícia Militar em 4 de setembro de 1945, aos 24 anos. Logo após seu ingresso, foi destacado para participar de uma missão no então conhecido Conflito do Contestado, uma disputa territorial entre Minas Gerais e Espírito Santo, na região da Serra dos Aimorés.

Após passar por treinamento na Academia de Polícia, chegou a Barra de São Francisco em 1946, acompanhado por outros 46 militares. A missão do grupo era proteger a divisa entre os dois Estados e garantir a estabilidade na região, marcada por tensões fundiárias.

Com mais de sete décadas dedicadas à história da segurança pública capixaba, Nolasco tornou-se uma referência viva de uma geração de policiais marcada pela vocação e pelo senso de dever.

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