Agora

Deputado colatinense propõe PEC para mudar nome de guarda municipal para “polícia municipal” no Espírito Santo

O deputado estadual Lucas Polese (PL) apresentou nesta semana a Proposta de Emenda à Constituição Estadual (PEC) 2/2025, que prevê a mudança da nomenclatura das guardas municipais capixabas para “polícias municipais”. A medida tem respaldo em uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF), mas também enfrenta resistências jurídicas e políticas em nível nacional. A […]

Por ES Fala
· 2 min de leitura Atualizado · Sem comentários
Deputado colatinense propõe PEC para mudar nome de guarda municipal para “polícia municipal” no Espírito Santo

O deputado estadual Lucas Polese (PL) apresentou nesta semana a Proposta de Emenda à Constituição Estadual (PEC) 2/2025, que prevê a mudança da nomenclatura das guardas municipais capixabas para “polícias municipais”. A medida tem respaldo em uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF), mas também enfrenta resistências jurídicas e políticas em nível nacional.

A proposta segue a tendência de projetos semelhantes em diversas cidades do país, especialmente em regiões onde há forte influência de grupos bolsonaristas. A diferença, no entanto, é que o texto apresentado por Polese determina a obrigatoriedade da nova nomenclatura para todos os municípios do Espírito Santo com guardas municipais ativas, mediante alteração na Constituição Estadual.

Em sua justificativa, o parlamentar destaca decisões do STF que reconhecem a legitimidade da atuação das guardas municipais em ações de segurança pública, inclusive no policiamento ostensivo. Polese cita julgados como a ADPF 995 e a ADI 5.780, que integram a jurisprudência da Corte sobre o tema.

“Essa equiparação significa que as guardas não possuem apenas a responsabilidade de proteger o patrimônio público, mas também de garantir a segurança da população, atuando de forma integrada com os demais órgãos”, argumentou o deputado.

Em fevereiro deste ano, o STF firmou uma tese de repercussão geral reconhecendo a constitucionalidade do policiamento urbano por guardas municipais, desde que respeitadas as competências das demais instituições de segurança pública. Contudo, o entendimento da Corte não autoriza automaticamente a mudança de nome das guardas para polícias municipais.

Na mesma linha, o ministro do STF Flávio Dino referendou liminares que impediram os municípios de Itaquaquecetuba e São Paulo de alterarem a nomenclatura de suas guardas civis. Segundo Dino, a designação “Guarda Municipal” é constitucional e essencial à identidade institucional dessas corporações, sendo sua alteração uma violação da estrutura prevista na Constituição Federal.

“A terminologia empregada pela Constituição não é meramente simbólica ou acidental, mas traduz a estrutura organizacional e funcional das instituições públicas”, pontuou o ministro em sua decisão.

No Senado Federal, tramita a PEC 37/2022, do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), que propõe a inclusão das guardas municipais e dos agentes de trânsito entre os órgãos integrantes da segurança pública. Já o senador Styvenson Valentim (PSDB-RN) apresentou uma emenda permitindo que os municípios tenham liberdade para modificar a nomenclatura das guardas — algo ainda controverso no âmbito jurídico.

Compartilhe esta notícia

Sem comentários

Deixe seu comentário

Os comentários passam por moderação antes de aparecer.

Mais em Política

As notícias da semana no seu e-mail

Todo fim de semana, o resumo do que mais importou em Colatina, no Noroeste e no Espírito Santo. Grátis, e dá para sair quando quiser.