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Moradora de Pancas vive pesadelo após cartão clonado em festa: “Cada dia aparece um novo empréstimo”

Uma moradora do município de Pancas, procurou a redação do ES FALA para relatar momentos de angústia e prejuízo após ter o cartão bancário clonado durante um evento festivo em Baixo Guandu, ocorrido no último dia 5 de abril de 2025. Segundo a vítima, que prefere não se identificar publicamente, a clonagem aconteceu durante compras […]

Por ES Fala
· 3 min de leitura · Sem comentários
Moradora de Pancas vive pesadelo após cartão clonado em festa: “Cada dia aparece um novo empréstimo”

Uma moradora do município de Pancas, procurou a redação do ES FALA para relatar momentos de angústia e prejuízo após ter o cartão bancário clonado durante um evento festivo em Baixo Guandu, ocorrido no último dia 5 de abril de 2025. Segundo a vítima, que prefere não se identificar publicamente, a clonagem aconteceu durante compras em barracas no local da festa.

De acordo com o relato, o problema começou logo após uma tentativa frustrada de compra em uma barraca de batatas fritas. “Estávamos passando por várias barracas. Usamos o cartão na Roy Drinks, MP Coiartes, Vitória BR, João Batista de São Paulo, Sinistro Serra. Tudo no débito. Quando fomos passar o cartão na barraca de batatas, ele começou a dar erro. Disseram que não havia saldo. Dali em diante, começou o pesadelo”, disse a moradora.

Ela contou ainda que, no momento, não havia sinal de internet 3G nem Wi-Fi disponível, o que impossibilitou o uso do Pix e também o monitoramento da conta bancária em tempo real. Quando conseguiu verificar o extrato, descobriu que vários empréstimos haviam sido feitos em seu nome, sem sua autorização.

“Eu tinha R$ 800 reais no débito. Quando fui ver, já não tinha mais. E os empréstimos começaram a aparecer. Já tentei cancelar a conta, mas o banco só permite isso depois que tudo for quitado. O problema é que, a cada dia, aparecem mais débitos que eu nunca fiz”, lamentou.

A vítima afirma que vem enfrentando dificuldades para resolver a situação junto à instituição financeira, e que o caso já tirou seu sono e afetado sua saúde mental. “É muito difícil. A gente trabalha, economiza, e de uma hora pra outra perde tudo por conta de um golpe”, desabafou.

Alerta a outros consumidores

O caso serve de alerta para outras pessoas que participaram da festa ou que frequentam eventos com estrutura temporária de comércio, como barracas e feiras. A recomendação é redobrar a atenção com pagamentos por cartão, especialmente em locais com conexão instável, onde não é possível checar as transações no momento da compra.

O QUE FAZER

Registre um boletim de ocorrência

Mesmo que o banco ainda não tenha dado solução, o primeiro passo é formalizar o crime:

  • Vá até uma delegacia física ou use a Delegacia Virtual do Espírito Santo.
  • Descreva todos os detalhes: data do evento, locais onde usou o cartão, valor no débito, e os empréstimos indevidos que apareceram.
  • Isso servirá como prova documental para as etapas seguintes.

Acione o banco imediatamente

Entre em contato com a central de atendimento do banco e registre a contestação:

  • Solicite um número de protocolo formal do atendimento.
  • Peça o cancelamento dos empréstimos e o bloqueio da conta/cartão.
  • Solicite uma revisão da dívida com base na fraude.

Pela Resolução nº 4.558 do Banco Central, as instituições financeiras têm obrigação de oferecer canais de contestação e apuração rápida em casos de fraudes.

📝 3. Faça uma reclamação no Banco Central e Procon

Se o banco não resolver ou demorar:

  • Registre uma reclamação no site do Banco Central (https://www.bcb.gov.br).
  • Entre em contato com o Procon-ES e peça a abertura de um procedimento de apuração.
  • Anexe boletim de ocorrência, protocolos, prints e extratos.

⚖️ 4. Vá ao Juizado Especial Cível (Pequenas Causas)

Se a situação persistir:

  • Procure o Juizado Especial Cível da sua cidade (em geral, não precisa de advogado para causas de até 20 salários mínimos).
  • Peça anulação dos empréstimos, devolução de valores pagos e, se for o caso, indenização por danos morais.

O artigo 42 do Código de Defesa do Consumidor é claro:

“O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à devolução do valor pago em dobro, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.”

Proteja-se para o futuro

  • Ative avisos por SMS ou app para cada movimentação bancária.
  • Use cartões virtuais para compras temporárias ou em eventos.
  • Nunca insira o cartão em maquininhas suspeitas (prefira aproximação).

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