A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou, nesta segunda-feira (19), a primeira morte por Oropouche registrada no Espírito Santo em 2025. A vítima era um homem de 52 anos, morador de Colatina, que tinha histórico de hipertensão e cardiopatia. Segundo a Sesa, o óbito ocorreu no dia 16 de janeiro, e a infecção pelo vírus foi confirmada por exame de RT-PCR. O nome do paciente não foi divulgado.
Este é o segundo óbito por Oropouche confirmado no estado desde o surgimento da doença em abril de 2024. A primeira morte ocorreu em dezembro do ano passado. Em 2025, o Espírito Santo já contabiliza 6.524 casos confirmados, com uma taxa de letalidade de 0,01%.
A Sesa ressaltou que as mortes suspeitas por Oropouche “passam por investigações epidemiológicas e laboratoriais minuciosas, utilizando diferentes métodos para eliminar outras possíveis causas e confirmar o diagnóstico”.
Transmissão e prevenção
O vírus Oropouche é transmitido principalmente pelo Culicoides paraensis, conhecido popularmente como maruim, um pequeno inseto que, ao picar uma pessoa ou animal infectado, pode carregar o vírus por alguns dias e transmiti-lo a indivíduos saudáveis. A informação é do Ministério da Saúde.
Ainda segundo o Ministério, não há tratamento específico para a doença. O recomendado é que o paciente permaneça em repouso, com tratamento sintomático e acompanhamento médico.
Entre as medidas de prevenção orientadas estão:
- Evitar áreas com alta ocorrência do inseto;
- Usar roupas que cubram a maior parte do corpo e aplicar repelente nas partes expostas;
- Limpar terrenos, especialmente locais de criação de animais;
- Recolher folhas e frutos do chão;
- Instalar telas de malha fina em portas e janelas.
As autoridades de saúde reforçam o alerta para a população adotar medidas preventivas e buscar atendimento médico ao surgirem sintomas como febre, dor de cabeça, dores musculares, náuseas ou tontura.














