O que começou como um suposto acidente de trânsito pode, na verdade, ser um caso de execução encomendada. O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) confirmou nesta semana que há indícios de crime de mando na morte da médica veterinária Caroline Fabris Taufner, de 37 anos, ocorrida em Santa Teresa, na Região Serrana do Estado.
Caroline foi encontrada ferida no dia 5 de setembro de 2022, após a caminhonete que dirigia capotar na zona rural do município. Naquele momento, o caso foi tratado como um acidente de trânsito. No entanto, ao chegar ao Instituto Médico Legal (IML) em Vitória, o corpo da vítima apresentava duas perfurações de arma de fogo, uma no ombro e outra nas costas, confirmando que ela havia sido baleada antes do veículo perder o controle e capotar.
Desde então, o caso passou a ser investigado como homicídio, mas os desdobramentos seguem envoltos em mistérios, lentidão e mudanças incomuns no curso da apuração.
Em nota enviada à imprensa, o MPES informou que “as investigações seguem em curso e ainda não foram concluídas”. O órgão detalhou que foi designado um delegado especial para o caso e que a Polícia Civil recebeu requisição de diligências complementares. “Há indícios de possível crime de mando, mas a elucidação completa ainda depende de novas diligências”, reforçou o Ministério Público, que também garantiu acompanhar o caso de forma rigorosa.
A Polícia Civil, por sua vez, confirmou que a investigação está sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Aracruz, com apoio do Centro Integrado de Análise Telemática (Ciat) Norte. O processo corre em segredo de Justiça. Entretanto, nem a Polícia Civil nem o MPES explicaram por que a investigação foi retirada da delegacia de Santa Teresa, ou se essa mudança estaria relacionada com a demora para avançar no caso.
Caroline era bastante conhecida na cidade. Médica veterinária dedicada, era dona de uma clínica na região e vivia uma rotina tranquila até ser surpreendida por uma tragédia que, ao que tudo indica, não foi acidental.
Passados dois anos e oito meses, os moradores de Santa Teresa e familiares da vítima seguem sem respostas sobre a motivação, autoria ou possível mandante do crime.














