Mazinho foi executado por boato de que guardava milhões em São Gabriel da Palha: Polícia conclui inquérito e mentora do crime segue foragida

A Polícia Civil concluiu nesta quinta-feira (29) as investigações sobre o assassinato do empresário Rudiomar Teixeira, de 58 anos, conhecido como “Mazinho”, ocorrido durante um assalto à residência da vítima em 16 de agosto de 2023. O crime aconteceu no momento em que ele retornava para casa, no Centro da cidade, após assistir a um jogo do Flamengo, seu time do coração.

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Três homens, de 21, 23 e 27 anos, identificados como executores do crime, estão presos. Já Joselma Pereira de Barros Ramos, de 39 anos, apontada como mentora e responsável pela logística da ação, segue foragida e é procurada pela polícia.

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Crime foi planejado baseado em uma fofoca/Redes sociais

De acordo com o delegado Valdimar Chieppe, titular da Delegacia de Polícia de São Gabriel da Palha, o crime foi minuciosamente planejado. Joselma teria repassado ao grupo a informação falsa de que Mazinho guardava R$ 3 milhões em casa. Na realidade, segundo os depoimentos colhidos, a vítima mantinha apenas valores modestos em espécie, entre R$ 3 mil e R$ 5 mil.

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No dia do crime, por volta de 00h19, dois dos criminosos aguardavam escondidos no cemitério localizado ao lado da casa da vítima. Ao estacionar o carro, Mazinho foi abordado por um dos suspeitos, enquanto o outro tentava invadir a residência. Durante a tentativa de amarração, a vítima reagiu e foi alvejada com sete disparos a curta distância, atingindo o tórax, costas e ouvido.

Após o crime, os suspeitos fugiram pulando o muro do cemitério. No local, foi abandonada uma mochila com gasolina, corda, balaclava, fita adesiva e máscara, reforçando a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte), e não de execução premeditada por outro motivo.

Segundo a Polícia Civil, Joselma já era investigada por outro homicídio recente e chegou a ser presa, mas foi solta por decisão judicial. Quando foi expedido novo mandado de prisão, ela já não foi mais localizada.

O inquérito aponta que Joselma estaria envolvida com atividades relacionadas ao tráfico de drogas e teria alugado o carro utilizado no transporte dos criminosos até a residência da vítima. O veículo, um Ford Ka, foi identificado por meio de câmeras de segurança e rastreamento de placas. A polícia rastreou ainda os dados de localização dos telefones dos envolvidos, o que confirmou a presença deles no local do crime.

A perícia técnica da Polícia Científica encontrou impressões digitais na cena do crime, que foram compatíveis com os autores dos disparos. Além disso, a análise do celular de Joselma, feita pelo Centro de Inteligência e Análise Telemática (Ciat), revelou detalhes logísticos e conversas entre os envolvidos.

De acordo com o delegado, no dia anterior ao crime, os quatro suspeitos estiveram em São Gabriel da Palha fazendo levantamentos da área e planejando a rota de fuga. Na noite seguinte, retornaram para executar o plano.

Com base em todas as provas reunidas — testemunhos, registros de câmeras, laudos periciais e dados telefônicos — os quatro envolvidos foram formalmente indiciados por latrocínio (artigo 157, § 3º, inciso II do Código Penal Brasileiro). O inquérito foi concluído e encaminhado ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES) para as medidas cabíveis.

A Polícia Civil segue em busca de Joselma Pereira de Barros Ramos. Informações sobre o paradeiro da suspeita podem ser repassadas ao Disque-Denúncia 181, com garantia de sigilo.

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