Vereador assassinado em Governador Lindenberg denunciou políticos e empresários dias antes de morrer; polícia investiga crime por vingança

Prisões e buscas fazem parte da Operação Lista Negra, que apura o assassinato de Leomar Cazotti Mandato

A principal linha de investigação do assassinato do vereador e então candidato à reeleição Leomar Cazotti Mandato (PV), de 43 anos, aponta para crime de vingança, segundo fontes da Polícia Civil. O crime ocorreu em 30 de agosto de 2024, em Governador Lindenberg, no Noroeste do Espírito Santo, e está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Armas e Munições (Desarme), com apoio do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES).

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A Operação Lista Negra, deflagrada para apurar os envolvidos na execução do parlamentar, resultou na prisão temporária de Ronaldo de Oliveira, conhecido como “Cupim”, e de seu sobrinho Maycon Oliveira Trarbach. Ambos são apontados como envolvidos diretamente na trama do homicídio, embora não tenham executado o crime, conforme apuração da reportagem com fontes policiais.

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 Maycon Oliveira Trarbach, um dos presos na Operação Lista Negra/Redes sociais

Durante a operação, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça de Colatina. Entre os materiais apreendidos estão armas e celulares, que serão encaminhados à perícia.

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Denúncias

Dias antes de ser morto, Leomar havia encaminhado ao Ministério Público e à imprensa regional denúncias envolvendo políticos e empresários locais. As informações indicam que um dos denunciados seria sócio de Maycon Trarbach, que à época residia na Grande Vitória. Maycon teria se estabelecido profissionalmente em Governador Lindenberg por convite do tio, Ronaldo de Oliveira.

Segundo a polícia, os dois suspeitos passaram a ver as denúncias do vereador como uma ameaça direta aos seus negócios, o que teria motivado o assassinato por retaliação.

Investigação sob sigilo

A Polícia Civil do Espírito Santo informou que não divulgará mais detalhes sobre o caso, pois a investigação segue sob sigilo judicial. Outros possíveis crimes relacionados aos fatos serão investigados por unidades especializadas distintas, sempre em articulação com o Ministério Público.

ES FALA: montagem de imagem crédito A Gazeta

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