O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou, nesta sexta-feira (6), a desclassificação de oito marcas de azeite de oliva por fraude na composição dos produtos. A operação foi realizada pela Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), com apoio da Polícia Civil do Espírito Santo e de São Paulo, e acende um alerta importante para os consumidores de Colatina, Linhares e de toda a região Norte e Noroeste do Estado.
Segundo o Mapa, amostras dos produtos foram analisadas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) e o resultado foi claro: em vez de azeite, os frascos continham mistura com óleo de soja, o que torna o produto impróprio para o consumo humano.
Com base nas análises físico-químicas, o governo determinou o recolhimento imediato dos lotes e alertou para um detalhe que pode confundir os consumidores: algumas embalagens utilizam nomes semelhantes aos de marcas conhecidas, o que reforça a importância de verificar no rótulo o nome da empresa responsável.
“A comercialização desses produtos é uma infração grave. Os estabelecimentos que mantiverem os itens à venda podem ser responsabilizados”, informou o Ministério.
O que o consumidor deve fazer
O Mapa recomenda que o uso dos produtos seja interrompido imediatamente. Os consumidores podem exigir a substituição dos itens adulterados com base no Código de Defesa do Consumidor.
As denúncias podem ser registradas na plataforma oficial Fala.BR, informando o nome do produto e o local onde foi adquirido, para que as autoridades possam tomar providências.
A fiscalização começa com a coleta de azeites suspeitos em supermercados, especialmente aqueles sem registro no Ministério da Agricultura. As amostras são então enviadas ao LFDA, no Rio Grande do Sul.
O primeiro teste é feito com o equipamento NIR (infravermelho), que analisa o perfil de ácidos graxos para verificar se é mesmo azeite. Se houver suspeita, o produto é encaminhado para o cromatógrafo, que realiza uma análise mais precisa. Caso o produto seja reprovado, ele é automaticamente impedido de ser vendido como azeite de oliva.
Na etapa seguinte, os técnicos avaliam as propriedades físico-químicas, como acidez e oxidação, além de uma análise sensorial, onde avaliadores treinados examinam aroma e sabor para detectar fraudes ou defeitos que os testes laboratoriais não captam.
Fique atento
A equipe de reportagem do Portal ES FALA recomenda que os moradores de Colatina, Linhares, São Mateus, Nova Venécia e demais cidades da região Norte e Noroeste do Espírito Santo confiram com atenção os rótulos dos azeites e evitem o consumo de produtos com procedência duvidosa.
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