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População reage ao fechamento do PA da Santa Casa em Colatina; Conselho afirma que gestão de Renzo Vasconcelos não informou colegiado

Encerramento do contrato entre Prefeitura e Santa Casa preocupa moradores e pode deixar população sem atendimento emergencial no coração do município

Por ES Fala
· 4 min de leitura Atualizado · Sem comentários
População reage ao fechamento do PA da Santa Casa em Colatina; Conselho afirma que gestão de Renzo Vasconcelos não informou colegiado

O Conselho Municipal de Saúde de Colatina está convocando uma reunião aberta à população para discutir os impactos do encerramento do contrato entre a Prefeitura e o Pronto Atendimento (PA) da Santa Casa de Misericórdia. O encontro está marcado para a quarta-feira, 11 de junho, às 8h, no auditório da Secretaria de Saúde, localizado na Rua Cassiano Castelo, 320, ao lado do Hemocentro.

Segundo o Conselho, a decisão da Prefeitura, sob a gestão do prefeito Renzo Vasconcelos, foi tomada sem o conhecimento prévio do colegiado, contrariando princípios básicos de transparência e participação social na formulação de políticas públicas. A medida deve provocar a redução drástica da oferta de atendimentos de urgência e emergência, além de possíveis demissões de diversos profissionais de saúde que atuam na unidade.

Para onde vai o PA? População cobra respostas

A notícia do fechamento do PA, que funciona há mais de 20 anos ao lado do hospital da Santa Casa, caiu como uma bomba entre os colatinenses. O serviço é referência em acolhimento rápido e tem localização estratégica para atender bairros densamente povoados como São Silvano, Carlos Germano Naumann, Ayrton Senna, Nossa Senhora Aparecida, entre outros que compõem o Grande Santo Antônio.

Sem qualquer anúncio oficial da Prefeitura sobre qual será o novo local de funcionamento do PA, quando será reaberto ou com que estrutura, cresce a insegurança da população, que se vê desamparada e às escuras diante de uma medida que afeta diretamente a saúde pública da cidade.

“Estamos falando de um serviço que atende milhares de pessoas. Encerrar essa parceria sem apresentar uma alternativa clara é um ato de irresponsabilidade”, relata um funcionário da saúde.

Problemas antigos, decisões sem explicação

O encerramento do contrato também escancara os velhos problemas enfrentados pela saúde municipal na atualidade: falta de medicamentos, infraestrutura precária nas unidades básicas, e sobrecarga de atendimentos.

“A gente tinha problemas, claro, mas ao menos sabíamos onde procurar atendimento. Agora, nem isso”, comentou um morador do bairro Ayrton Senna.

O Conselho Municipal de Saúde faz um chamado à população para que participe da reunião e pressione por esclarecimentos. A intenção é exigir que a gestão municipal explique as razões do encerramento, apresente um plano imediato para substituição do serviço e, sobretudo, ouça a voz de quem depende do SUS.

Enquanto a Prefeitura silencia, cresce o temor de que o município esteja caminhando para um desmonte ainda maior da rede de saúde. O fechamento do PA da Santa Casa representa mais do que a perda de um espaço físico: é a fragilização de um direito fundamental à saúde.

A reportagem do ES Fala continuará acompanhando o caso. A equipe entrou em contato com a administração municipal solicitando esclarecimentos sobre o encerramento do contrato com o PA da Santa Casa, mas até o momento não obteve retorno. Caso a Prefeitura se manifeste, a informação será agregada à matéria.

PA PODE SER INSTALADO NO POSTO DE SAÚDE DE SÃO SILVANO

A possível transferência do atendimento do Pronto Atendimento (PA) da Santa Casa de Misericórdia de Colatina para o Posto de Saúde de São Silvano está gerando grande preocupação entre profissionais da saúde e moradores da região.

O que é um PA e o que é um posto de saúde: as diferenças que não podem ser ignoradas

O Pronto Atendimento (PA) é uma unidade de saúde voltada para casos urgentes e emergenciais, com funcionamento ininterrupto (24h), suporte para medicação imediata, observação clínica, estabilização de pacientes e encaminhamentos para internação hospitalar. Um PA possui sala de medicação, sala vermelha (para pacientes graves), área de observação, raio-X, laboratório e equipe médica e de enfermagem em tempo integral.

Já o posto de saúde (Unidade Básica de Saúde – UBS) tem outro foco: atendimentos ambulatoriais simples, como consultas agendadas, pré-natal, vacinação, curativos, acompanhamento de doenças crônicas e ações de prevenção. O funcionamento é limitado ao horário comercial e não contempla atendimento de urgência com a mesma estrutura nem a presença constante de médicos plantonistas.

“Transformar um posto de saúde comum em PA exige muito mais do que trocar uma placa na entrada. É preciso infraestrutura hospitalar, escala médica 24 horas, equipamentos e suporte imediato. Sem isso, a população corre riscos sérios”, alerta um profissional da área que pediu anonimato.

População cobra estrutura digna e atendimento humanizado

Diante da mudança, a principal cobrança da população é por garantias de que o novo local terá condições reais de oferecer atendimento de qualidade e seguro.

“Não se trata apenas de mudar o endereço. Queremos saber se o novo local vai ter estrutura para salvar vidas”, afirma a moradora do bairro São Silvano.

NOTA DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE COLATINA

COMUNICADO DO CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE

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