Reunião do Conselho de Saúde de Colatina expõe críticas sobre fechamento do PA da Santa Casa

Durante reunião do Conselho Municipal de Saúde, parlamentares questionaram ausência de deliberação sobre decisões importantes e alertaram para a falta de estrutura no US3 de São Silvano

Na manhã desta quarta-feira (11), foi realizada a reunião do Conselho Municipal de Saúde de Colatina, marcada regularmente para a segunda quarta-feira de cada mês, às 8h, na sede da Secretaria Municipal de Saúde. Apenas três vereadores participaram do encontro: Ferreirinha, Claudinei Costa e Vitor Louzada. O secretário municipal de Saúde, Dr. Raul Amicci, não compareceu. Segundo relatos, ele teria alegado que não foi convidado, o que foi contestado pelos parlamentares.

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De acordo com os vereadores presentes, a presidente do Conselho Municipal de Saúde, Teane, fez uma revelação preocupante: decisões significativas estão sendo tomadas dentro da Secretaria de Saúde sem o conhecimento ou a deliberação do Conselho, como exige a legislação vigente. Um dos exemplos citados foi a negociação do novo contrato com a Santa Casa de Misericórdia, que, segundo o próprio secretário, já está em discussão com a diretoria da instituição há dois meses — sem qualquer participação do Conselho no processo.

O vereador Ferreirinha foi enfático ao criticar a proposta de fechamento do Pronto Atendimento (PA) da Santa Casa. “Sou totalmente contrário ao fechamento do PA sem que haja uma estrutura concreta e adaptada para atender a população. Estão cogitando transferir para o US3 de São Silvano, que não está preparado”, afirmou. Ele ainda destacou a inadequação do local escolhido, apontando que o US3 fica ao lado de uma casa de eventos que funciona às sextas-feiras e domingos, além da tradicional feirinha de São Silvano às terças. “Colocar um PA ao lado de locais com aglomeração e barulho é inadmissível. Pessoas doentes precisam de silêncio e repouso”, disse.

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Outro parlamentar presente, o vereador e médico Dr. Vitor Louzada, também demonstrou preocupação com a mudança. “A recepção do PA da Santa Casa pode não ser das melhores, mas lá o atendimento funciona com três médicos de plantão. São muitos os atendimentos realizados. A mudança levanta dúvidas sobre a logística em São Silvano: e se chegar um paciente grave, com edema agudo de pulmão ou insuficiência cardíaca? Vai haver sala vermelha, sala de estabilização? Como será a evolução desse paciente?”, questionou.

Dr. Louzada ainda levantou pontos importantes sobre infraestrutura e orçamento. “E o laboratório, o raio-X, ambulância? Isso está previsto no plano de despesas da Secretaria? Eu, sinceramente, não tenho esse conhecimento.”

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O vereador encerrou sua fala alertando para o impacto da possível mudança na dinâmica da saúde pública do município. “Recebi ligações de médicos na segunda-feira dizendo que, se os pacientes forem todos para o Hospital Silvio Avidos, não será possível continuar o atendimento com qualidade. O que a administração precisa fazer é ampliar os serviços, não fechá-los.”

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