Na tarde desta sexta-feira (13), moradores do bairro Columbia, em Colatina, procuraram a reportagem do ES FALA para denunciar a possível paralisação das obras do posto de saúde da comunidade. Segundo relatos, uma mobilização popular estaria sendo organizada para cobrar explicações da prefeitura diante da interrupção dos serviços.
Ao buscar informações com moradores da região, a equipe de reportagem foi informada de que os trabalhos na unidade de saúde devem ser interrompidos por falta de pagamento à empresa responsável pela construção. O motivo, de acordo com apurações feitas junto ao vereador Claudinei Costa, seria a falha da Prefeitura de Colatina na prestação de contas ao Governo do Estado do Espírito Santo.
O parlamentar afirma que a administração municipal não conseguiu comprovar adequadamente o uso da segunda parcela dos recursos recebidos do Estado, o que inviabiliza o repasse da terceira parcela. “Entrei em contato com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), procurei a comissão de monitoramento e fui informado de que a documentação enviada pela prefeitura apresenta muitos erros e pendências. Isso ocasionou a paralisação das obras”, disse o vereador.
Ainda segundo Claudinei, a Sesa já comunicou à Prefeitura de Colatina quais correções precisam ser feitas para regularizar a situação e permitir a liberação dos recursos. No entanto, enquanto o impasse não é resolvido, várias obras da saúde no município estão paralisadas.
“Unidades em Colatina Velha, no Centro da cidade e no bairro Ayrton Senna já foram interrompidas. A única que ainda está em andamento é a do bairro Columbia, mas é uma questão de dias para que também pare”, alertou o vereador.
De acordo com as regras do convênio, quando a execução da obra atinge 80% do valor de uma parcela, a prefeitura deve prestar contas para liberar o próximo repasse. Os erros cometidos na documentação teriam comprometido esse processo.
Além dos impactos no atendimento à saúde, a situação preocupa os trabalhadores da obra, que temem a demissão. “Os funcionários estão inseguros. Estão dizendo que podem ser dispensados a qualquer momento”, relatou um morador. Ele lamenta que um serviço tão essencial esteja ameaçado por falhas administrativas: “É inacreditável que, mesmo sabendo da importância dessas unidades, a prefeitura não consiga nem mandar a documentação certa.”
O ES FALA reitera que o espaço está aberto para manifestações da Prefeitura de Colatina e da empresa responsável pela obra. Caso haja pronunciamento, ele será anexado a esta matéria.














