Colatina, Linhares, Baixo Guandu e Marilândia estão entre os municípios que receberão parte dos R$ 230 milhões da reparação do Rio Doce

Ao todo, 11 cidades capixabas serão beneficiadas com recursos ao longo de 20 anos para fortalecer a assistência social após o desastre de Mariana

Dez anos após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), 11 municípios do Espírito Santo — entre eles Colatina, Linhares, Baixo Guandu e Marilândia — receberão, ao longo de 20 anos, um total de R$ 230,4 milhões como parte do processo de reparação pelos danos causados ao Rio Doce.

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Os recursos fazem parte do Programa de Fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social no Rio Doce (PROFORT-SUAS Rio Doce) e visam garantir o acesso estruturado e permanente à rede de proteção social para famílias afetadas pela tragédia. O valor será repassado por meio dos Fundos Municipais de Assistência Social e tem como foco o fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

Além dos quatro municípios do Norte e Noroeste capixaba, também serão contempladas as cidades de Anchieta, Aracruz, Conceição da Barra, Fundão, São Mateus, Serra e Sooretama.

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O total de R$ 512 milhões foi dividido entre os dois estados atingidos: 45% para o Espírito Santo e 55% para Minas Gerais. Os critérios para a partilha foram definidos durante reunião da 31ª Comissão Intergestores Tripartite (CIT) SUAS do PROFORT-SUAS Rio Doce, realizada em Brasília no fim de junho.

As tratativas seguem as diretrizes do Anexo 7 do Acordo Judicial para Reparação Integral e Definitiva, firmado em 25 de outubro de 2024. O acordo é uma das bases legais para os repasses de recursos relacionados à tragédia que afetou profundamente as comunidades ribeirinhas e o ecossistema do Rio Doce.

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Acompanhamento estadual

Em dezembro de 2024, o Governo do Espírito Santo criou a Secretaria de Estado da Recuperação do Rio Doce, órgão responsável por acompanhar o planejamento e a execução das ações de reparação em território capixaba. Além da assistência social, a área da saúde também tem sido contemplada. Recentemente, foram liberados R$ 700 milhões para o Programa Especial de Saúde – Rio Doce, voltado aos municípios impactados pelo desastre.

O repasse dos recursos representa um avanço importante no processo de reparação integral das comunidades atingidas, mas o trabalho de reconstrução social e ambiental ainda segue como um desafio permanente.

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