A cena tem se repetido com frequência e já faz parte da rotina de quem depende do transporte coletivo em Colatina. Semanalmente, moradores de diversos bairros procuram a reportagem do ES FALA para denunciar problemas no serviço prestado pelo Consórcio Noroeste, formado pelas empresas Joana D’Arc e São Roque. As reclamações vão desde ônibus circulando com a porta de entrada aberta até veículos completamente lotados, obrigando passageiros a viajarem em condições consideradas indignas.
Nos últimos dias, o número de denúncias sobre a superlotação aumentou significativamente. Vídeos e fotografias enviados à redação mostram passageiros espremidos no interior dos ônibus, sem espaço para se movimentar e, em muitos casos, enfrentando todo o trajeto em pé e em contato físico constante com outras pessoas.
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Usuários reclamam do transporte público de Colatina/Crédito leitor.
Para quem depende do transporte coletivo diariamente, o problema vai muito além do desconforto. Em horários de maior movimento, muitos passageiros afirmam que embarcar em um ônibus se transformou em um verdadeiro sacrifício. Além da falta de espaço, eles relatam insegurança e a sensação de que o serviço oferecido está muito abaixo do que esperam de um transporte público essencial.
“É muito ruim a gente pegar um ônibus assim. Na hora de ir já vai lotado, na volta é pior ainda. O prazer de voltar para casa acaba, porque é um sacrifício. Fica aquele esfrega-esfrega o tempo todo. É muito ruim mesmo”, desabafou uma moradora do bairro Santo Antônio.
Outro usuário, morador do bairro São Braz, afirma que as reclamações são antigas e que, apesar das cobranças da população, poucas mudanças são percebidas.
“Às vezes, quando a situação fica insuportável, muita gente reclama. Mas a gente não vê uma resolução dos problemas”, afirmou.
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Crédito leitor
A recorrência das denúncias faz com que haja um questionamento inevitável: até quando os usuários do transporte coletivo de Colatina terão que conviver com um serviço que, segundo eles, não atende às necessidades da população?
O transporte público é um serviço essencial e, em muitos casos, a única alternativa para milhares de trabalhadores, estudantes e idosos. Ainda assim, relatos de superlotação e de veículos circulando em condições inadequadas continuam chegando com frequência à redação, indicando que o problema está longe de ser pontual.
Diante das constantes reclamações, cresce a expectativa para que o poder concedente e as empresas responsáveis apresentem soluções concretas, garantindo um transporte mais seguro, confortável e compatível com a tarifa paga pelos passageiros.
O ES FALA deixa o espaço aberto para que o Consórcio Noroeste se manifeste sobre as reclamações apresentadas pelos usuários do transporte coletivo.










