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Empresário acusado de mandar matar adolescente que se relacionava com sua filha em Colatina será julgado

Wesley dos Santos Maciel, de 15 anos, foi sequestrado em Colatina e assassinado em Ecoporanga em dezembro de 2022; julgamento começa nesta quinta (10)

Por ES Fala
· 3 min de leitura · Sem comentários
Empresário acusado de mandar matar adolescente que se relacionava com sua filha em Colatina será julgado

O Tribunal do Júri de Ecoporanga julgará nesta quinta-feira (10), a partir das 9h, o empresário João Luiz Rizzoli, acusado de ser o mandante do sequestro e assassinato do adolescente Wesley dos Santos Maciel, de 15 anos, em dezembro de 2022. O caso chocou o Espírito Santo pela frieza e motivação do crime: a não aceitação do relacionamento entre a vítima e a filha do acusado, que também era menor de idade.

Wesley desapareceu em 5 de dezembro de 2022, no bairro Vicente Soella, em Colatina, e seu corpo foi encontrado seis dias depois, já em estado de decomposição, na zona rural de Ecoporanga, a cerca de 183 km de distância. O exame de DNA que confirmou sua identidade foi concluído no fim de fevereiro de 2023.

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Jovem foi executado no município de Ecoporanga/Redes sociais

De acordo com o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), João Rizzoli teria contratado Marco Pereira Soares para executar o crime. Ambos respondem por homicídio duplamente qualificado — por motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da vítima —, além de ocultação de cadáver. Marco também está preso, mas seu julgamento foi adiado devido a um recurso pendente.

Sequestro e emboscada

As investigações apontam que Marco sequestrou Wesley no bairro Carlos Germano Naumann, em Colatina, e o levou para Ecoporanga, onde o assassinato foi consumado. O crime teria sido planejado com a ajuda do próprio celular da filha do acusado, que foi tomado por João Rizzoli para impedir a comunicação com Wesley. Segundo a decisão de pronúncia, o pai teria entregue o aparelho ao executor, que o utilizou para atrair o adolescente para uma emboscada.

Imagens de câmeras de segurança analisadas pela polícia mostram Wesley passando pela rua onde mora o réu, mas não sendo visto em sequência, o que sugere que ele foi atraído até o interior da residência. A quebra de sigilo telemático revelou que, no dia do desaparecimento, os telefones de Marco e da filha de João usaram as mesmas torres de celular (ERBs) em bairros de Colatina, como Morada do Sol e Córrego do Ouro, antes de o sinal seguir em direção a Ecoporanga.

Durante o trajeto até o local do crime, Marco teria mantido contato por telefone com João Rizzoli, realizando chamadas a partir de diferentes municípios, como São Domingos do Norte, Águia Branca e Barra de São Francisco. Já em Ecoporanga, o executor teria permanecido por mais de uma hora, tempo considerado suficiente para a execução do assassinato.

Motivo passional

Na decisão que levou os réus a julgamento, o juiz Ronaldo Domingues de Almeida destacou que o crime teve motivação passional, já que João não aceitava o relacionamento da filha com Wesley. O magistrado explicou ainda que, embora o crime tenha se originado em Colatina, a competência do julgamento é de Ecoporanga, por ser o local onde o assassinato foi consumado.

Os dois réus, João Luiz Rizzoli e Marco Pereira Soares, estão presos no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Colatina, conforme informou a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus).

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