Desde a última sexta-feira (12), a redação do ES Fala tem recebido questionamentos de leitores sobre a possibilidade de a Prefeitura de Colatina enviar à Câmara Municipal, nesta segunda-feira (14), um projeto de lei que propõe reajustes nos salários de cargos comissionados do Executivo Municipal.
A informação, que circula nos bastidores políticos da cidade, gerou debate imediato entre moradores nas redes sociais e provocou críticas à falta de clareza e coerência da administração, que, nos últimos meses, tem alegado estar enfrentando dificuldades financeiras e promovendo cortes de despesas.
Segundo uma fonte, o projeto poderá ser encaminhado em regime de urgência, o que, na prática, limita o tempo de análise dos vereadores e reduz a possibilidade de participação da população no debate sobre o impacto da medida.
De acordo com as informações preliminares, os valores propostos seriam os seguintes:
- Prefeito: R$ 21.000
- Vice-prefeito: R$ 15.000
- Secretários: R$ 15.000
- Superintendentes: R$ 5.500
- Coordenadores: R$ 4.000
- Técnicos: R$ 2.500
O que mais tem causado estranhamento entre a população é o contraste entre o conteúdo do possível projeto e o discurso recente da própria gestão municipal, que tem defendido medidas de austeridade.
Prefeitura não confirma e evita esclarecer
A reportagem do ES Fala solicitou ainda na sexta-feira (12), um posicionamento oficial da Secretaria Municipal de Comunicação sobre o envio ou não do projeto. No entanto, até a publicação desta matéria, a prefeitura não confirmou nem negou a informação.
A única resposta recebida diz que o Executivo está “realizando o levantamento necessário junto às pastas responsáveis para reunir as informações técnicas sobre questões relacionadas à estrutura de pessoal”, e que os esclarecimentos serão prestados “com a seriedade que o tema exige”. A nota, contudo, não esclarece se o projeto será enviado nesta segunda-feira nem se existe tal intenção.
Enquanto isso, cresce a expectativa de que a proposta possa ser colocada em votação já nesta segunda, o que deve gerar intenso debate tanto no plenário quanto nas redes sociais, caso se confirme a tramitação em regime de urgência.













