Mais de um ano após o desabamento da passarela no km 149 da BR-101, em Linhares, a concessionária Eco101 informou que a nova estrutura está sendo finalizada e deverá ser instalada ainda neste mês de julho. A reconstrução, segundo a empresa, está sendo feita com estrutura pré-moldada, fabricada em um galpão de uma empresa terceirizada.
A estratégia da concessionária é transportar a estrutura já pronta para o local e encaixá-la nas fundações remanescentes, que não foram comprometidas no acidente, conforme apontaram estudos técnicos realizados após a queda.
“O objetivo do uso da estrutura pré-moldada, construída em outro local, é reduzir os impactos da obra na rodovia, garantindo mais segurança e maior trafegabilidade para os usuários da BR-101”, destacou a Eco101 em nota.
A promessa de conclusão em julho reacende a expectativa de usuários e moradores da região, que aguardam pela reconstrução desde fevereiro de 2024, quando a passarela veio abaixo após ser atingida por uma retroescavadeira transportada por uma carreta com altura acima do permitido.
Relembre o caso
O acidente ocorreu em 8 de fevereiro de 2024, quando uma carreta transportava uma retroescavadeira cuja alça atingiu o vão central da passarela, provocando o colapso da estrutura.
No momento da queda, o ciclista Jefferson Carriço Queiroz, de 27 anos, atravessava a passarela. Ele foi atingido pelos destroços e socorrido em estado grave. Jefferson sofreu trauma na cabeça, ferimentos nas pernas e perda auditiva, sendo levado ao Hospital Rio Doce e depois transferido ao Linhares Medical Center.
O motorista da carreta foi autuado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) por trafegar com carga com excesso de altura sem autorização especial. A PRF apurou ainda que o mesmo condutor já havia se envolvido em outro incidente semelhante no município de Ibiraçu, onde derrubou fios de energia com o mesmo tipo de veículo.
Apesar de ter anunciado que as obras começariam no início de 2025, a Eco101 não cumpriu o prazo inicial. Agora, a nova previsão é de que a passarela esteja de volta até o fim de julho, mais de 17 meses após o acidente.















