O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Itaguaçu se manifestou publicamente nesta semana cobrando agilidade da Câmara Municipal na votação do projeto de lei que cria um abono de R$ 200 por dia trabalhado para servidores que atuam na organização da FITAC — Festa Italiana de Itaguaçu.
Segundo o Sindicato, o abono foi fruto de um pedido feito à administração municipal para reconhecer o esforço de todos os servidores envolvidos no evento, independentemente da secretaria de origem ou cargo ocupado. A gestão acolheu a solicitação e encaminhou um projeto de lei ao Legislativo, considerado uma vitória para a categoria.
No entanto, a proposta enfrenta entraves na Câmara. De acordo com o Sindicato, os vereadores Toezinho, Anderson e Márcio Baitela apresentaram uma emenda que exclui do benefício os servidores comissionados, como diretores e coordenadores. Além disso, os parlamentares indicaram que não enxergam urgência na votação do projeto, sinalizando que a matéria só deve ser apreciada até o dia 1º de agosto.
A demora preocupa os organizadores da festa, que alegam dificuldades para definir escalas de trabalho. “Quem trabalha na FITAC sabe como esse período é complicado. A falta de definição atrapalha toda a logística”, destacou o comunicado do Sindicato.
Os vereadores também teriam informado que pretendem apresentar uma nova emenda, sob o argumento de que há risco de pagamento indevido do abono a pessoas que não atuaram no evento, inclusive aquelas com salários mais elevados.
O Sindicato, por sua vez, refuta a diferenciação. “Para nós, se trabalhou, merece receber. Não cabe à categoria ser penalizada pela falta de fiscalização. Isso é dever da administração e da própria Câmara Municipal”, afirmou a entidade.
A FITAC é um dos principais eventos culturais de Itaguaçu e conta com a colaboração de diversos servidores públicos para sua realização. A categoria agora aguarda a definição da Câmara sobre o pagamento do abono.















