Bispo de Colatina critica PL do Licenciamento Ambiental e pede que sociedade se manifeste contra retrocesso

Dom Lauro Sérgio, em nome da CNBB, alerta para riscos de desequilíbrio ecológico e apela à mobilização social para barrar proposta

O bispo da Diocese de Colatina, Dom Lauro Sérgio Versiani Barbosa, tornou pública nesta semana a “grande preocupação” da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) com o Projeto de Lei do Licenciamento Ambiental, aprovado pelo Congresso Nacional e atualmente aguardando sanção presidencial.

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Em pronunciamento contundente, Dom Lauro classificou o PL como um afrouxamento das regras de proteção ambiental, alertando para o risco de agravar ainda mais os desequilíbrios ecológicos já existentes no país. “É um projeto de lei que flexibiliza e favorece justamente o desequilíbrio que nós estamos vivendo no nosso país há muito tempo, nessa agressão ao ambiente, à ecologia”, afirmou.

O bispo destacou que a aprovação da proposta ocorre em um momento crítico, marcado por eventos climáticos extremos e desastres ambientais recentes no Brasil. “Tudo que nós não precisávamos era justamente um projeto de lei que facilitasse o licenciamento ambiental em condições especiais, favorecendo interesses gananciosos e prejudicando o bem comum”, criticou.

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Apelo por mobilização social

A manifestação da CNBB está alinhada à encíclica “Laudato Si’”, do Papa Francisco, que completa dez anos de publicação e propõe uma ecologia integral, reforçando o compromisso da Igreja Católica com a preservação ambiental.

Dom Lauro também contextualizou a crítica no plano internacional, mencionando a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP), que será realizada em Belém (PA), como espaço para reforçar o debate ambiental com base na responsabilidade global.

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Diante do cenário, o bispo apela à sociedade civil para que se una em defesa do meio ambiente. “Esperemos que esse projeto não prospere, esperemos que a sociedade realmente levante a sua voz e proteste, como está fazendo também a Igreja Católica, através da CNBB, através de vários organismos ligados à questão ambiental”, declarou.

Defesa da criação divina

Encerrando sua fala, Dom Lauro reforçou que a posição da Igreja é um ato de fé e compromisso com a obra de Deus:

“E nós ergamos esse grito em defesa da obra de Deus. Deus viu que tudo era bom. A criação de Deus é obra também para ser contemplada e experimentada como sinal do seu amor por todos nós.”

A CNBB vem somando forças a movimentos sociais, ambientais e jurídicos que pedem o veto presidencial ao projeto de lei, considerado um retrocesso em conquistas ambientais e um risco à sustentabilidade das futuras gerações.

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