A Justiça de Linhares marcou para a próxima quinta-feira (14), às 9h, o julgamento dos dois réus ainda vivos acusados de envolvimento no assassinato do sargento da Polícia Militar e vereador de Sooretama, Valdir Ferreira Campos, morto a tiros em 27 de setembro de 2008, durante um comício no município.
O crime, considerado um dos mais emblemáticos da história recente do Espírito Santo, completa 17 anos sem julgamento. Na data, Valdir, então suplente de vereador pelo PSDB, havia assumido o mandato e estava em campanha para reeleição. Ele foi baleado com sete tiros ao subir ao palanque do evento político, que reunia centenas de pessoas.
Ataque em meio ao comício
Segundo a Polícia Civil, testemunhas relataram que um homem saiu de uma plantação de café e efetuou os disparos. Um segundo suspeito teria fugido junto com o atirador. Valdir foi socorrido pelo filho, Edson Isidoro Ferreira Campos, que também estava no evento e hoje é vereador na cidade.
O sargento foi levado a um hospital da região, mas morreu dias depois. Laudos médicos apontaram ferimentos na nuca, tórax, nádegas e abdômen.
Na época, o delegado Carlos César Silva, responsável pelo inquérito inicial, levantou duas hipóteses para o crime: vingança por Valdir ter sido policial militar ou motivação política e eleitoral.
Suspeita de crime político
O filho da vítima, Edson Isidoro, afirma que o assassinato foi motivado por questões políticas.
“Meu pai morreu por contrariar interesses políticos e econômicos em Sooretama. Não interessava que ele permanecesse como vereador, pois incomodava quem estava no poder”, declarou.
Edson também criticou a condução das investigações na época, alegando que o inquérito só avançou quando foi transferido para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Vitória.
Dois réus presos serão julgados no dia 14: Jonathan Marculino dos Santos e Jhonnie da Silva Lima. A sessão será no Fórum de Linhares e contará com o depoimento de testemunhas, incluindo o próprio filho de Valdir.















