A programação da festa de 104 anos de emancipação de Colatina, marcada para ocorrer entre os dias 21 e 24 de agosto, já está movimentando debates entre moradores. Enquanto alguns comemoram as atrações de peso que vão subir ao palco, outros criticam o alto valor destinado aos cachês pagos com recursos públicos.
Nesta semana, a Prefeitura de Colatina publicou no Diário Oficial o extrato de contratação do show do padre Fábio de Melo, que se apresenta no dia 24 de agosto. O sacerdote e cantor, conhecido por lotar palcos em todo o país, receberá R$ 285 mil, valor que inclui cachê, despesas de hospedagem, transporte aéreo e terrestre, além de impostos e contribuições.
Mas o padre não será o maior custo da festa. No dia 22 de agosto, Wesley Safadão subirá ao palco por um cachê de R$ 990 mil — o mais alto já confirmado. Já Natanzinho Lima, atração do dia 21, vai receber R$ 600 mil. Somadas, essas três apresentações custarão aos cofres públicos colatinenses R$ 1.875.000,00.
A programação ainda inclui outros nomes, como Eduardo Costa, confirmado para o dia 23 de agosto, mas com cachê ainda não divulgado oficialmente. A expectativa é de que novos artistas sejam anunciados nos próximos dias.
Elogios
Para parte da população, o investimento representa uma oportunidade de lazer, turismo e movimentação da economia local.
- “É bom ver Colatina trazendo artistas de renome. Isso movimenta comércio, hotéis e restaurantes”, disse um comerciante do Centro.
- “Nem todo mundo tem condições de viajar para assistir a esses shows. Trazer para cá é valorizar a população”, afirmou uma estudante.
- “A festa coloca a cidade no mapa e atrai visitantes. Isso é positivo para todos”, comentou um empresário do setor de eventos.
Críticas
Já para outra parte da população, o gasto é elevado diante de outras necessidades do município.
- “Enquanto gastam milhões em shows, a saúde está deixa a desejar bastante. Passei mais de cinco horas esperando atendimento no pronto-atendimento municipal”, reclamou um morador do bairro Maria das Graças.
- “Tem obras paradas há meses na cidade. Esse dinheiro poderia concluir praças e pavimentações que estão abandonadas”, disse uma moradora do bairro Vila Lenira.
- “O trânsito no Centro está cada vez pior e sem solução. Faltam investimentos em mobilidade e sobram gastos com festas”, criticou um motorista de aplicativo.
- “Não sou contra festas, mas em ano de tantas dificuldades, o valor gasto é exagerado”, avaliou uma aposentada do bairro Esplanada.














