Quatro anos após o início do processo, a Justiça encerrou a recuperação judicial da mineradora Samarco. A decisão foi tomada pela 2ª Vara Empresarial da Comarca de Belo Horizonte (MG) na segunda-feira (11), após a empresa comprovar o cumprimento do plano aprovado pela Assembleia Geral de Credores.
Segundo a Samarco, foram pagos mais de R$ 50 bilhões a cerca de 10 mil credores. O processo incluiu o cancelamento de dívidas com credores internacionais e a emissão de novos títulos, que somam US$ 4,6 bilhões (R$ 24,84 bilhões), com vencimento da maior parcela em 2031.
Em nota, a mineradora destacou que o encerramento do processo marca um passo importante na reestruturação econômica e financeira, permitindo consolidar bases sustentáveis para crescimento e cumprir as obrigações previstas no Novo Acordo do Rio Doce. A companhia, que opera no Espírito Santo e em Minas Gerais, planeja investir R$ 13 bilhões nos próximos anos na retomada de usinas e outras operações, sendo R$ 3,5 bilhões destinados ao território capixaba.
O presidente da Samarco, Rodrigo Vilela, afirmou que a empresa preservou sua capacidade operacional e função social durante o processo. “Cumprimos nossas obrigações de reparação, mantivemos e criamos empregos, geramos tributos e compartilhamos valor com a sociedade. O encerramento antecipado da recuperação judicial reforça nosso compromisso com nossas responsabilidades, sobretudo o Acordo de Reparação da Bacia do Rio Doce”, disse.
Atualmente, a Samarco opera com 60% da capacidade produtiva instalada e emprega cerca de 16,3 mil pessoas, entre efetivos e contratados. A meta é atingir 100% da capacidade até 2028, alcançando a produção anual de cerca de 26 a 27 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro.














