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Com 36 mil aparelhos infectados no ES, febre das TV Boxes piratas preocupa Colatina e Linhares

Anatel alerta que aparelhos estão sendo usados por criminosos para roubo de dados; só no Espírito Santo, 36 mil já foram infectados

Por ES Fala
· 2 min de leitura · Sem comentários
Com 36 mil aparelhos infectados no ES, febre das TV Boxes piratas preocupa Colatina e Linhares

As chamadas TV Boxes piratas, caixinhas que transformam qualquer televisão em smart TV com acesso à internet e plataformas de streaming, se tornaram uma febre em Colatina, Linhares e outras cidades do Norte e Noroeste do ES. Apesar da popularidade, especialistas e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) alertam: esses dispositivos estão sendo usados por criminosos para roubar dados pessoais e cometer crimes digitais.

O problema está no malware Bad Box 2.0, descoberto em abril deste ano e já na mira até do FBI, nos Estados Unidos. O vírus permite que hackers invadam os aparelhos, capturem senhas, roubem credenciais bancárias e utilizem as redes domésticas para aplicar golpes ou lançar ataques cibernéticos.

No Brasil, a presença do malware disparou de 350 mil infecções em maio para 1,8 milhão em agosto. No Espírito Santo, a estimativa é de 36 mil aparelhos contaminados — muitos deles em circulação justamente em Colatina e Linhares, onde a procura pelas caixinhas ilegais é intensa.

“É uma grande ameaça à segurança digital. Esses aparelhos podem espionar o que as famílias fazem on-line, acessar sites de bancos e até transformar a rede de casa em base para crimes na web”, explicou Alexandre Freire, conselheiro da Anatel.

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Além do risco de segurança, a venda e o uso de TV Boxes piratas são ilegais. Segundo Jorge Alexandre Fagundes, membro da Comissão de Direito Digital da OAB Nacional, a comercialização pode resultar em detenção de 2 a 4 anos e multa, enquanto quem compra sabendo da finalidade ilícita pode responder por receptação ou violação de direitos autorais, com penas que variam de 1 a 4 anos de prisão.

Brasil lidera casos no mundo

Relatório da empresa de segurança Human Security aponta que 37,6% das TV Boxes infectadas no mundo estão no Brasil, seguido pelos Estados Unidos (18,2%) e México (6,3%). O malware já foi detectado em 222 países.

A recomendação é clara: não usar aparelhos não homologados pela Anatel. O ideal é adquirir apenas dispositivos certificados, manter softwares sempre atualizados e evitar baixar aplicativos de fontes desconhecidas.

Risco digital bate à porta em Colatina e Linhares

Apesar dos alertas, a febre dos aparelhos clandestinos continua crescendo no interior capixaba. Em Colatina e Linhares, o uso das caixinhas é cada vez mais comum, especialmente por oferecer acesso ilegal a canais de TV por assinatura e serviços de streaming.

A popularidade, porém, pode custar caro: além do risco jurídico, milhares de usuários da região estão, sem saber, deixando suas casas abertas para criminosos digitais.

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