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Itália abre vagas para profissionais da saúde e atrai interesse de trabalhadores de Colatina, Linhares e região

Com déficit de mais de 65 mil médicos, enfermeiros e técnicos, país europeu oferece salários de até R$ 45 mil, moradia subsidiada e passagens aéreas

Por ES Fala
· 2 min de leitura · Sem comentários
Itália abre vagas para profissionais da saúde e atrai interesse de trabalhadores de Colatina, Linhares e região
Victor Emmanuel II Monument located in the ancient center of Rome at sunset, Italy

A grave crise de mão de obra na área da saúde da Itália já repercute em diversas partes do Brasil — e não é diferente no Norte e Noroeste do Espírito Santo. Profissionais de Colatina, Linhares e municípios vizinhos estão de olho nas oportunidades abertas por hospitais italianos, que enfrentam um déficit superior a 65 mil trabalhadores da saúde e buscam recrutar médicos, enfermeiros e técnicos brasileiros.

A medida ganhou força após a aprovação do Decreto Milleproroghe, que flexibilizou o reconhecimento temporário de diplomas estrangeiros. Isso significa que profissionais da saúde podem começar a trabalhar imediatamente em hospitais italianos, enquanto aguardam a equivalência formal de seus títulos.

Oportunidade para brasileiros

Para a Dra. Talita Dal Lago Fermanian, presidente da Câmara de Comércio Itália–Brasil, o momento é decisivo:

“A Itália está de portas abertas. O país precisa urgentemente de médicos, enfermeiros e técnicos, e os brasileiros são especialmente valorizados pela formação sólida e pela humanização no atendimento. Trata-se de uma oportunidade única para unir vocação, carreira e mobilidade internacional.”

Em cidades como Colatina e Linhares, a notícia despertou interesse entre profissionais de diferentes áreas da saúde, especialmente jovens recém-formados que buscam especialização e melhores salários.

Quanto ganha um profissional na Itália

  • Técnicos de enfermagem: de €1.400 a €1.800 mensais (cerca de R$ 9 mil a R$ 11,5 mil);
  • Enfermeiros: começam em €1.800 e podem ultrapassar €3.200 com especializações;
  • Médicos: salários entre €4.000 e €7.000, chegando a cerca de R$ 45 mil em algumas áreas.

Os pacotes de incentivo incluem moradia subsidiada, cursos de italiano e até passagens aéreas custeadas.

As oportunidades estão distribuídas por todo o território italiano, com destaque para:

  • Hospitais públicos e privados;
  • Clínicas de geriatria e casas de repouso;
  • Centros comunitários de saúde;
  • Projetos humanitários e de cooperação internacional.

Para disputar as vagas, os candidatos precisam elaborar o currículo europeu (Europass), providenciar tradução juramentada dos diplomas e ter conhecimento básico da língua italiana.

Outro atrativo é a possibilidade de descendentes de italianos requererem a cidadania italiana após dois anos de trabalho no país, o que transforma a oportunidade em um projeto definitivo de vida na Europa.

Em contato com profissionais da saúde em Colatina e Linhares, a reportagem ouviu relatos de interesse crescente em buscar informações sobre os processos seletivos. Para muitos, a possibilidade de atuar na Europa representa não apenas salários mais altos, mas também a chance de ampliar horizontes profissionais.

Segundo a Dra. Talita, o desafio agora é aproximar os dois lados:

“O Brasil tem profissionais talentosos e a Itália tem a necessidade urgente. O desafio é apenas ligar os dois lados da ponte — e é para isso que trabalhamos todos os dias.”

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