O governo do Espírito Santo publicou, nesta quinta-feira (18), no Diário Oficial do Estado, o decreto que autoriza a desapropriação de ruas, praças e avenidas em Colatina para a construção da tão aguardada Terceira Ponte do município, na Região Noroeste. A medida foi assinada para liberar as áreas que receberão a nova estrutura de 12,18 quilômetros, que ligará o bairro São Silvano ao Centro da cidade.
De acordo com o projeto elaborado pelo Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES), os trechos a serem desapropriados abrangem pontos importantes da cidade.
Na margem sul (Centro):
- Praça Principal
- Avenida Getúlio Vargas
- Travessa Nilo Peçanha
- Rua José Francisco de Souza
- Rua Elsa Benetti Machado
- Avenida Prefeito José Zouain
Na margem norte (bairro Lacê):
- Avenida Brasil
- Rua Bolívar Abreu
- Rodovia Gether Lopes de Farias
- Avenida Fidélis Ferrari
- Rua Luís Simonassi
- Rua Arminda Sacci
- Rua Jonas Simonassi
- Rua Mário José Ferrari
- Rua Bolívar de Abreu
Conexão com BR-259 e rodovia ES-080:
- Rua Luís Simonassi
- Avenida Jequitibá
Segundo o DER-ES, a desapropriação poderá ocorrer de forma amigável ou judicial, e o órgão poderá alegar urgência para a posse imediata das áreas.
O investimento estimado na obra é de R$ 164.184.773,85. A previsão é de que as obras tenham início em março de 2026, com prazo total de 1.020 dias desde a assinatura do contrato até a execução.
A nova ponte terá 16,60 metros de largura, incluindo calçadas e ciclovias, ampliando o espaço de circulação para pedestres e ciclistas.
Com a conclusão da obra, o sistema viário de Colatina passará a funcionar como um binário. A tradicional Ponte Florentino Avidos terá suas duas faixas direcionadas apenas para o sentido Centro, enquanto a Terceira Ponte terá duas faixas exclusivas no sentido São Silvano.
A estrutura também criará um novo ramal de ligação entre a região central e o contorno das rodovias BR-259 e ES-080, passando pelos bairros Castelo Branco e Maria das Graças, o que deve contribuir para desafogar o trânsito urbano.
Em nota, o DER-ES explicou que nem todas as ruas ou avenidas serão eliminadas. Em muitos casos haverá apenas alteração de traçado, alargamento ou ajustes nas margens, garantindo a continuidade do tráfego. O órgão informa que todo processo de desapropriação prevê indenização aos proprietários afetados, em conformidade com a legislação.















