A chegada de uma frente fria derrubou as temperaturas no Espírito Santo e surpreendeu moradores de Colatina, Linhares e de várias cidades do Norte e Noroeste. O frio intenso fez muita gente recorrer aos casacos e levantou dúvidas: afinal, esse período seria o famoso “inverniço”?
De acordo com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), o termo é usado popularmente para se referir aos episódios mais frios do inverno, muitas vezes acompanhados de chuvas. Não é uma definição técnica oficial utilizada por órgãos meteorológicos, mas descreve períodos em que massas de ar polar e frentes frias provocam mudanças bruscas no clima.
O Incaper explica que os principais sinais desse fenômeno são:
- Temperaturas mínimas mais baixas, especialmente no amanhecer e à noite;
- Passagens de frentes frias e massas de ar polar que intensificam o frio por alguns dias;
- Possibilidade de chuvas intermitentes ao longo do dia;
- Em áreas de maior altitude, sensação térmica ainda mais gelada.
Apesar do frio marcante registrado no fim de setembro, o Incaper destacou que não há previsão de um inverniço prolongado em todo o Estado. Em julho de 2025, o Espírito Santo já havia enfrentado dias ainda mais frios, mas agora a tendência é de temperaturas amenas.
“As previsões indicam tempo menos instável e redução das chuvas ocasionais em várias regiões. As temperaturas devem se elevar gradualmente até o fim de setembro, acompanhadas pela presença de ar mais seco”, informou o órgão.
Segundo o Incaper, episódios de frio intenso tendem a ser cada vez mais raros em outubro. Caso novas frentes frias passem pelo Estado, os efeitos deverão ser de curta duração, restritos a poucos dias.















